Obrigada, Athos Bulcão

Brasília perdeu hoje o seu maior artista, aquele que mais contribuiu para a beleza dos seus amplos espaços. Aos 90 anos morreu Athos Bulcão, carioca por nascimento e brasiliense por direito. Athos chegou à cidade em 18 de agosto de 1958, convidado por Niemeyer para colocar sua marca na capital em construção. E isso ele fez melhor que ninguém: seu trabalho se fundiu aos espaços urbanos, contribuindo para a formação do olhar de gerações de brasilienses. A arte de Athos não se restringe aos freqüentadores de museus. Está ao alcance de quem anda pela rua à pé, de carro, de ônibus. Ajudam a educar o olhar, a abrir espaço na nossa mente para a beleza e a harmonia. Obrigada, Athos. Brasília inteira agradece e aplaude.

Veja na edição especial da Revista do Sindjus (nº 50), publicada na semana passada, duas homenagens a Athos: o pôster central, com texto de TT Catalão, e a seção Roteiro das Artes.

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