Discriminação contra mulheres ainda é marcante

Publicado há nove anos, o Relatório de Direitos Humanos no Brasil abriu espaço pela primeira vez para discutir a discriminação contra a mulher. Os dados comprovam o aumento da desigualdade em diversas áreas, como trabalho, reprodução e privação de liberdade. O relatório é elaborado por várias organizações não-governamentais.

De 2001 a 2006 houve um aumento de 135% no número de brasileiras encarceradas. O sistema penitenciário abriga hoje 14.058 mulheres; desse total, 52% vivem em condições inadequadas. Ter negado o direito a visitas íntimas é uma das conseqüências da discriminação contra as mulheres encarceradas; para os homens, é mais fácil conseguir esse benefício. As estatísticas mostram também que 81% dos parceiros não assumem os filhos quando as mulheres são presas.

Outro tema do relatório foi o aborto, que entre 2000 e 2004 causou a morte de 697 brasileiras, em sua grande maioria pessoas de baixa renda. Estima-se que sejam realizados anualmente mais de um milhão de abortos no país.

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