Terceirizados em greve do DF


Os funcionários terceirizados do Distrito Federal estão em greve. Diante do não entendimento em relação à proposta oferecida pela patronal da categoria, os trabalhadores decidiram pressionar por um reajuste salarial digno através de uma greve por tempo indeterminado. A maioria dos 40 mil terceirizados do DF recebem R$ 456 por mês e tíquete-alimentação de R$ 6,11, o que atesta a desvalorização da categoria. Além de cruzarem os braços, os trabalhadores protestaram, com faixas e cartazes, na Esplanada dos Ministérios e em vários pontos da cidade.

Para a presidente do Sindserviços, Maria Isabel, a reivindicação da categoria é justa. “O que estamos pedindo é muito pouco e é mais do que justo”. O sindicato defende um reajuste salarial de 12% e tíquete-alimentação de R$ 10. Os patrões querem pagar apenas 8,32% de reajuste e tíquete de R$ 7. Segundo a presidente da CUT/DF, Rejane Pitanga, mais de 70% da categoria aderiu a greve, que começou nesta quinta-feira (2/4). “A categoria está unida e tenho certeza de que esse movimento vai crescer ainda mais. Queria destacar também a solidariedade e apóio de outros sindicatos, a partir da CUT/DF, como Sindjus, Vigilantes e Bancários”, comentou Rejane.

Para Policarpo, que participou de uma reunião na noite de ontem (2/4), na CUT, com representantes dos terceirizados e apoiadores da greve, a situação desses trabalhadores é de total injustiça, já que ganham menos do que um salário mínimo por mês e recebem um tíquete que não garante o poder de compra. “Se o que é pedido pela categoria ainda é pouco para valorizar esses trabalhadores que desenvolvem serviços básicos, mas essenciais, em muitos órgãos, o que foi oferecido pelos patrões é uma afronta à dignidade profissional e à qualidade de vida dessas pessoas. Por defender a justiça e a cidadania dos trabalhadores em geral, o Sindjus vai colaborar com essa luta e dar todo o apoio necessário aos grevistas, principalmente os que desenvolvem seu trabalho no Poder Judiciário e no Ministério Público da União”, afirmou Policarpo.

Assembléia hoje –(3/4)

Ás 17h30 desta sexta-feira (3/4), em frente ao Teatro Nacional, a categoria realizará uma assembléia para avaliar o movimento grevista e direcionar os eixos de luta. Maria Isabel afirmou que os trabalhadores só voltam ao serviço depois de garantir o reajuste.

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