É Greve! Não dá mais pra segurar

Categoria está mobilizada e pronta para cruzar os braços. Mas se o STF enviar o PCCR ainda hoje ao Congresso, movimento suspende as ações, disse Policarpo, em entrevista À Rádio Nacional da Amazônia, hoje à tarde

O coordenador-geral do Sindjus disse agora há pouco em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia que os servidores do Poder Judiciário e MPU já não suportam mais ver a distância salarial aumentar entre o que é pago à categoria e aos colegas do Executivo e Legislativo, gestores do Banco Central, auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) e outros. “A assembléia de hoje (às 16h30) vai decidir sobre uma paralisação de 48 horas, dias 11 e 12 e no dia 14 a plenária da federação (Fenajufe) avaliará se a greve será por tempo indeterminado”, explicou Policarpo.

A reivindicação básica do movimento é pela equiparação salarial do Judiciário com os outros poderes. “Já perdemos 22% dos quadros da Justiça. As pessoas passam em outros concursos e procuram melhorar de vida”, observou, colocando que este é um dos argumentos que sustentam a proposta de revisão salarial da categoria.

O último PCCR do Judiciário e do Ministério Público da União foi o de 2006. De lá para cá o fosso da remuneração baixa só se aprofundou para os trabalhadores da Justiça, lembrou Policarpo. “Esse índice de evasão do Judiciário para outras carreiras só tende a aumentar e quem sai prejudicada é a sociedade”, advertiu. O coordenador ponderou, ao final da entrevista, que a categoria pode recuar e não fazer greve se o presidente Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, enviar a proposta de revisão salarial ao Congresso Nacional até o fim da tarde (dia10).

Ouça o inteiro teor da entrevista

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