PCCR: Pressão de juiz pode?

É no mínimo contraditória a postura do ministro Gilmar Mendes. No último final de semana, o ministro do STF disse em São Paulo que não aceitará pressão dos sindicatos para enviar o PCCR ao Congresso. No entanto, o ministro parece ter aceito passivamente a pressão dos juízes para que não fosse enviado o projeto aprovado pelos presidentes dos tribunais no dia 7 de outubro ao Poder Legislativo.

Por que será que um plano que era necessário, coerente e passível de aprovação e envio ao Congresso não sai do STF? O que mudou, ou melhor, quem mudou a opinião de Gilmar Mendes? A única certeza nesse mar de incerteza é que magistrados têm pressionado muito para que o plano fique onde está.

Os servidores já estão cansados de serem ludibriados, dessas idas e vindas, dessas argumentações e contra-argumentações de autoridades que não entendem que o Poder Judiciário só chegou até aqui porque os servidores, com esforço e dedicação, sustentam essa instituição.

No dia-a-dia muitos servidores subsidiam o trabalho dos magistrados. Agora, com os servidores paralisados, será que os juízes e desembargadores serão capazes, sozinhos, de promover o funcionamento da Justiça?

É por essas e outras que a greve deve ser fortalecida, que o movimento deve ganhar a adesão de todos. Não brincamos de fazer PCCR. Nossa carreira exige respeito, portanto, basta de contradições!

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