Jornal de Brasília: PGR quer Arruda preso

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e a subprocuradora- geral da República Raquel Dodge enviaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) parecer no qual opinam pelo indeferimento do pedido de liberdade feito pelos advogados do governador cassado José Roberto Arruda (sem partido).

Os membros do Ministério Público Federal (MPF) refutaram todas as argumentações da defesa: piora no tratamento prisional dado ao governador, por meio de humilhações e de arbitrariedades, agravamento do quadro clínico, ausência de assistência médica e de contato pessoal do governador com os advogados. As informações são do site da Procuradoria Geral da República.

Roberto Gurgel e Raquel Dodge dizem que há provas nítidas das condições dignas que são asseguradas ao ex-governador e de que não houve piora no seu tratamento prisional. “As fotos da sala especial que ele ocupa revelam que o ambiente é amplo, iluminado, ventilado, refrigerado, mobiliado e limpo. O requerente toma banho de sol duas vezes ao dia, faz caminhadas e recebe visitas. Os alimentos que ele ingere são trazidos de sua própria residência.

A longa lista de consultas médicas e de enfermagem qualificadas que ele teve, em média duas vezes ao dia desde a data da prisão, e os exames laboratoriais e específicos realizados no mesmo período, revelam que ele recebeu assistência médica intensa e adequada. Além disto, recebeu assistência diária de seus advogados, em contatos pessoais e reservados”. Sobre a alegação de que o governador não teve contato pessoal com advogados, Gurgel e Raquel argumentam que o governador e sua defesa mantiveram 54 contatos pessoais e reservados entre 11 de fevereiro e 12 de março de 2010. Houve encontros que duraram cerca de quatro horas e muitos encontros tiveram de uma a duas horas de duração.

Ofício da Polícia Federal aponta que entre 11 de fevereiro e 14 de março, ocorreram 73 encontros de diferentes advogados com Arruda. Os representantes do MPF destacam que desde sua prisão preventiva, a capacidade do ex-governador Arruda de influir no ânimo de um grande número de pessoas, para alterar a verdade que está sendo apurada no inquérito, continua inalterada. É a prisão preventiva que tem restringido sua capacidade de influir na prova.

Fonte: Jornal de Brasília

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