Resposta à declaração do ministro Guido Mantega

A declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, datada de ontem (24/11), de que os pleitos dos funcionários públicos não serão atendidos, pois são considerados por ele uma ameaça à política fiscal e à estabilidade econômica do País, é, no mínimo, contraditória.

A declaração foi recebida com surpresa, já que Mantega foi confirmado pela presidente eleita como ministro da Fazenda de seu governo. Isto é, vai permanecer no posto atual. Dilma Rousseff informou que tomou tal decisão porque quer a continuidade da política econômica do governo Lula, que, ao longo de oito anos, governou no sentido de reestruturar a máquina pública, seja contratando mais servidores por meio de concurso público ou reajustando salários de diversas carreiras.

Fazer o funcionalismo público pagar a conta de uma nova política de ajuste fiscal e contenção de gastos não é o caminho para honrar os discursos de campanha, tampouco dar continuidade à política econômica desenvolvida durante o governo Lula. Mantega, como um dos primeiros nomes a serem indicados para a futura gestão, deve urgentemente afinar seu discurso ao da presidente eleita. Afinal, coerência é bom e a gente gosta.

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