Servidores voltam a cogitar possibilidade de greve

Nas visitas feitas pelos diretores do Sindjus nesta quinta-feira (24) ao Conselho da Justiça Federal (CJF), ao Superior Tribunal Militar (STM) e ao Ministério Público Militar (MPM), os servidores voltaram a exigir o cumprimento do acordo e a criticar a postura da magistratura. Em todos os locais também foi possível ouvir da boca dos servidores que a greve se configura como única saída para a aprovação do plano.

Ângelo Teixeira de Resende, técnico do CNJ, lembra que a última greve foi suspensa por um acordo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, e que é lamentável que ele não tenha sido cumprido. “Nós estamos tentando esse plano há muito tempo e esperamos que ele finalmente seja aprovado. Queremos que isso se resolva. Qualquer acordo que é contratado e não é cumprido é uma coisa negativa. Não é agradável para nenhuma pessoa fazer um acordo e não cumprir”, afirmou.

Os servidores querem que os magistrados parem de buscar apenas seus próprios benefícios e olhem também para os demais servidores do judiciário e do MPU. “Esse é um momento de união. Todos têm que estar unidos e trabalhando juntos porque a justiça se complementa com o papel do magistrado e também dos servidores e todos têm que estar trabalhando juntos por uma justiça melhor. Tanto o magistrado quanto o servidor precisam ter uma remuneração adequada, corrigida naquilo que foi defasado pela inflação.”, disse Raimunda Veiga, analista CJF.

Apesar da vontade de solucionar a aprovação do plano por meio da negociação, muitos dos servidores já começam a ver a greve como única saída para o reajuste salarial. “Temos que parar tudo, mas parar mesmo. Fazer uma greve geral. Porque essa é a única forma de fazer o governo perceber que a gente existe”, acredita Marlan Rodrigues, técnica do MPM. Luciana Humig, analista do STM, também acredita que o período de negociações está chegando ao fim. “Já passou da hora. Ou a gente toma um posicionamento firme e efetivo, ou a gente esquece. Não podemos nadar e morrer na praia. O momento é agora. Temos que nos mobilizar para a gente tentar pressionar aproveitando que os magistrados também falam em greve. Vamos usar essa brecha para a gente ir juntos que eu acho que pode dar certo”, destacou a servidora lembrando mais uma vez a importância de unir todo o judiciário nesta luta.

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