Servidores do MP param e dão recado ao PGR

O dia 11 de maio de 2011 entrou para a história da luta pela aprovação reajuste dos servidores do Ministério Público. Reunidos em um grande ato em frente ao prédio da Procuradoria-Geral da República (PGR), os quase 500 servidores MPU provaram que a categoria está unida e vai batalhar por esse reajuste.

Com apitos, buzinas, camisetas, faixas e bandeiras, os servidores entraram na PGR, subiram a rampa e deram um grande abraço no prédio.

“Estamos aqui pressionando para que haja uma solução para o nosso reajuste. Essa paralisação de 24 horas é apenas o início de uma mobilização que pode virar uma greve. E pelo visto a greve é o único caminho para conseguirmos a valorização que merecemos”, disse Flávio Vieira, analista do MPDFT.

O maior descontentamento dos servidores do Ministério Público é com a falta de iniciativa do procurador-geral Roberto Gurgel. “O PGR tem autonomia para negociar o reajuste dos servidores do MPU. Quando ele cruza os braços e deixa a responsabilidade para o ministro Peluso, ele também deixa de honrar a cadeira em que está sentado. É o PGR quem tem que cuidar dos seus servidores. Queremos voltar a ter orgulho de trabalhar no Ministério Público. Está passando da hora do Gurgel parar de se preocupar em ser reconduzido como procurador e cuidar daqueles que fazem o Ministério Público funcionar”, disse a coordenadora-geral do Sindjus, Ana Paula Cusinato.

“Existe tanta corrupção nesse país. Se o dinheiro roubado fosse devolvido para os cofres públicos não ia faltar para nosso reajuste. Não existe nenhuma autoridade competente que lute realmente pela gente, então o servidor tem mais é que parar, fazer greve. Esta categoria tem o bom senso de estar unida pelo bem de todos . O que reivindicamos é um salário justo para acabar com a defasagem que existe hoje”, disse Tânia Barbosa, técnica do MPDFT. “Aqueles que criticam nossa luta é porque não sabem da nossa realidade. Apontam o dedo para dizer que temos salários exorbitantes porque não sabem separar os membros dos servidores”, completa.

Ao fim do ato só restava uma certeza: os servidores do MPU não vão para de lutar e estão dispostos a entrar na greve mostrando a força que a categoria tem. As paralisações setoriais continuam. Na quinta-feira (12) o movimento será no TJDFT com ato às 15h.

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