Jornal de Brasília: A caminho da greve geral

Funcionários da Justiça e do MPU pressionam pela aprovação de reajuste salarial

Servidores do Judiciário e do Ministério Público da União no DF podem entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira, quando realizam assembleia geral e suspendem as atividades por 24 horas.

A proposta de paralisação será apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e MPU no DF (Sindjus) durante o ato, na Praça dos Tribunais. “Não há como defender outra coisa. Já esperamos demais. Não dá para continuar acreditando em uma suposta negociação que não traz resultado algum”, alerta o coordenador-geral do Sindjus, Berilo Leão.

Sem reajuste salarial ou reposição das perdas desde 2005, os servidores se queixam da morosidade das negociações dos projetos de lei 6.613 e 6.697/2009, que tratam da revisão salarial do setor, parados no Congresso. “Se não nos for apresentada uma saída para esse entrave, vamos parar a Justiça”, avisa Leão. A categoria reivindica aumento de 56%, divididos em quatro parcelas.

Embora admita certa decepção com o governo Lula, tido como favorável ao funcionalismo público, Berilo atribui ao imobilismo do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro César Peluso, e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o fato dos projetos ainda não terem saído do papel. “O presidente Lula e o presidente do STF, César Peluso, se comprometeram a aprovar o projeto depois das eleições. No entanto, não podemos culpar exclusivamente o Lula. A cúpula do Judiciário foi omissa ao não buscar o cumprimento do acordo”.

Fonte: Matéria publicada no Jornal de Brasília, Economia, página 34, neste domingo (dia 15)

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