Ato na PGR atrapalha encontro de Gurgel

Os servidores do Ministério Público da União tomaram conta da Procuradoria Geral da República nesta sexta-feira (27). Em um piquete que começou ainda pela manhã e se estendeu até o meio da tarde os manifestantes incomodaram o encontro do Procurador-Geral, Roberto Gurgel, com as autoridades portuguesas que celebravam os 20 anos do Acordo Mútuo entre Brasil e Portugal.

Com palavras de ordem que diziam “A-há, u-hu, a PGR é nossa” e “Servidores nas ruas, Gurgel a culpa é sua”, a categoria cercou todas as saídas garantindo que as autoridades estrangeiras pudessem ver o descaso com que os trabalhadores do Ministério Público estão sendo tratados. “Nossos atos aqui estão ganhando cada dia mais força e o pessoal realmente está disposto a parar para reivindicar um direito que os procuradores já tiveram. Eles estão para receber o terceiro aumento enquanto a classe servidora não teve nenhum. O pessoal está muito mobilizado. A cada dia nossa greve tem aumentado bastante. O pessoal está se conscientizando que se não parar não sai nada. O Gurgel deveria estar representando e valorizando os servidores junto a Dilma que ele é o intermediário.”, disse Gleidson Fernandes, analista da PGR.

O ato desta sexta chamou tanta atenção que fez com que as autoridades mobilizassem toda a segurança da PGR. A administração chegou a trancar a saída de emergência do Mezanino, andar onde fica localizado o restaurante, e proibiu que os elevadores parassem naquele andar. Tudo isso para dificultar o acesso dos servidores que, com isso, se indignaram ainda mais e aumentaram os apitos, buzinas e gritos de protesto.

“A gente sabia que tinha que jogar a energia nesta atividade. Nós tínhamos a informação do city tour e queríamos mostrar a demanda à essas autoridades. Levantar as bandeiras e faixas. O resultado foi ótimo. O Gurgel não tem mais como fingir que nosso movimento não existe”, disse a coordenadora-geral do Sindjus, Ana Paula Cusinato.

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