Assembleia decide: Greve até a vitória!

Os servidores do Judiciário e MPU se reuniram em assembleia nesta segunda-feira (23) e aprovaram a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após a categoria se dividir em grupos e avaliar, por cada local de trabalho, a repercussão das paralisações de 24h e 48h realizadas na última semana.

“Nesse momento não temos condições de voltar ao trabalho sem a negociação. Embora o movimento no TRT e TST ainda não esteja no ponto ideal o compromisso dos servidores desses tribunais é no sentido de construir a greve, de paralisar o máximo possível e ir a todos os atos que o Sindjus chamar. Esse é o compromisso da Justiça do Trabalho. Vamos para a greve, vamos a vitória”, disse Cledo Vieira, relator do grupo da Justiça do Trabalho e coordenador geral do Sindjus.

Na Justiça Eleitoral o discurso também não foi diferente. “Queremos construir uma greve forte, unida, com todos os servidores indistintamente, seja novato, seja antigo, somos um corpo único, uma categoria única e pregamos a união. E para termos a união precisamos de greve por tempo indeterminado”, declarou Antonio Silva, relator da Justiça Eleitoral e diretor do Sindjus.

Os servidores do TJDFT também defenderam a greve e lembraram a importância de seguir chamando cada dia mais pessoas para reforçar o movimento. “Temos fóruns bastante mobilizados. Amanhã faremos um arrastão de convencimento. Nós realmente precisamos agora de uma paralisação. Não queremos papo, queremos greve”, disse Ivã Teixeira.

Jean Loiola, porta-voz dos servidores do Ministério Público também foi incisivo ao passar a decisão do grupo. “No Ministério Público é greve por tempo indeterminado até que se feche a negociação em torno do nosso reajuste. Vamos levar todo esse sentimento para os colegas que ainda não vieram e vamos defenestrar toda e qualquer iniciativa de desmobilização no seio da nossa categoria. O que nós queremos é greve, o que nós queremos é reajuste”, destacou o servidor.

Durante a assembleia também se criou um grupo de negociação, que terá o papel de acompanhar todas as reuniões de negociação que ocorrer, composto por nove pessoas. A greve já está instalada e na tarde desta terça-feira (24) os servidores irão para a frente do Supremo Tribunal Federal e para o Palácio do Planalto mostrar que estão na luta e não vão sair dessa guerra com as mãos abanando.

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