Jornal de Brasília: O D I A D

Hoje pode ser um dia decisivo nos rumos do movimento dos servidores do Poder Judiciário e do MPU no DF. Depois de três dias de paralisação de atividades em órgãos da Justiça em todo o Distrito Federal, com direito a piquetes, manifestações e muita conversa sobre a necessidade de manter a categoria mobilizada, o Sindjus, entidade que representa o segmento, promove mais uma assembleia geral, com indicativo de greve por tempo indeterminado. Com salário, em média, 80% menor que o de trabalhadores que exercem as mesmas funções nos poderes Legislativo e Executivo, segundo o sindicato, os servidores insistem na participação de dirigentes de órgãos da Justiça, especialmente do presidente do STF, Cezar Peluso, do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e do presidente do STJ, Ari Pargendler.

ARSENAL

O trio é considerado fundamental para superar o entrave nas negociações com o Executivo, mas, no entanto, a participação tem sido tímida. Já os servidores e o sindicato têm utilizado todas as armas possíveis para pressionar as autoridades a dar mais atenção à negociação dos PLs. Na quinta e na sexta-feira passadas, houve intensa movimentação, com direito a trio elétrico, apitos, buzinas, faixas, bandeiras, palavras de ordem e muita disposição, em frente ao STJ, na quinta, e no Tribunal de Justiça e Ministério Público do DF e Territórios. Servidores dos fóruns nas regiões administrativas também têm feito muito barulho pela aprovação dos PLs 6.613 e 6.697. Os projetos tratam dos reajustes salariais do setor e estão parados no Congresso desde dezembro de 2009.

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