Nota de solidariedade a José Geraldo e a UnB

A revista Veja, o principal veículo das vozes conservadoras no Brasil, aprontou mais uma das suas, publicando, no último final de semana, uma reportagem tendenciosa e mentirosa sobre a reitoria da UnB, atualmente, sob a regência de um nome que é referência em matéria de Educação e do estudo do Direito não só em Brasília: José Geraldo de Sousa Junior.

Dizer que a universidade que se tornou exemplo de luta pró-democracia durante o regime militar sofre agora com uma administração marcada pela intolerância não passa de uma clara tentativa de minar uma reitoria que, desde o princípio de sua gestão, escolheu o caminho do diálogo; da abertura à participação de professores, alunos e funcionários; da fomentação de uma cultura de cidadania acadêmica.

Como o próprio reitor José Geraldo questiona no início de sua nota pública, “por que a revista Veja atacou a Universidade de Brasília na reportagem Madraçal no Planalto?” Coisas de uma direita autoritária que não admite a evolução do país e a democratização das universidades.

O Sindjus, que tem orgulho de contar com a colaboração de José Geraldo em suas publicações e congressos, por meio desta nota, repudia a matéria da Veja e se solidariza com o reitor, com os estudantes, com os funcionários e com os demais professores e membros do Conselho Universitário que fazem da UnB uma universidade democrática e cidadã.

Como presidente do Conselho Universitário, José Geraldo, com toda honra que lhe cabe, chamou para si toda a responsabilidade de defender a instituição. Uma instituição que faz parte do patrimônio cultural-educacional-social do povo brasiliense. Um patrimônio que temos o dever de ajudar a preservar. Não podemos admitir que uma revista acostumada a criar factóides tente destruir uma de nossas principais riquezas.

José Geraldo não surgiu de um golpe nas urnas como diz a matéria. Foi eleito justa e democraticamente pela comunidade acadêmica. Desde 1978, ele faz parte da história da universidade. O que incomoda a revista é que a UnB, sob administração do atual reitor, está voltando a ter o protagonismo dos velhos tempos.

A matéria da Veja, demonstra que a revista continua firme em sua linha editorial, criticando os movimentos sociais e populares, rasgando elogios aos poderosos, tentando convencer o leitor que não existe racismo ou miséria no Brasil.

Pela sua redação panfletária, essa matéria incomoda, ofende, machuca. Agora, deveríamos ficar preocupados se a revista Veja ao contrário de criticar, tivesse tecido elogios a sua administração como reitor. Afinal, Veja e José Geraldo são como água e óleo, não se misturam jamais.

Sindjus/DF

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