Discurso do relator do Orçamento é equivocado

No último sábado (3), o relator do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que considera inviável o aumento para os servidores do Judiciário e do Ministério Público. Chinalia disse que o impacto de R$ 7,7 bilhões causado pelo aumento dos salários prejudicaria a aplicação de recursos em outras áreas e o ajuste fiscal do governo.

O deputado em questão deveria reconhecer nos servidores do Judiciário e do MP um importante instrumento para assegurar a justiça em nosso país. Investir nesses servidores também é investir no fim da miséria, na melhora da saúde, da educação, da segurança, enfim, no aprimoramento da cidadania.

Será que Arlindo Chinaglia colocou o equilíbrio fiscal em primeiro plano quando apoiou a equiparação dos salários dos parlamentares, ministros e presidente da República com os salários dos ministros do STF? Por que somente os servidores do Judiciário e do MPU devem pagar o preço pela suposta crise internacional? Uma crise que não começou ontem.

O relator do Orçamento ainda disse mais. Disse que esse aumento beneficiaria apenas uma parcela dos servidores públicos. O Sindjus defende que todas as carreiras sejam valorizadas. No entanto, nos últimos cinco anos servidores do Executivo e do Legislativo tiveram reajustes consideráveis. Em compensação os do Judiciário e do MPU não ganharam um centavo sequer.

Portanto, esse discurso do deputado Arlindo Chinaglia é equivocado. Faz parte da estratégia adotada pelo governo de fazer muito barulho na mídia para jogar a sociedade contra o aumento do Judiciário e do MPU. No entanto, ao desvalorizar esses servidores quem perde na prestação de um serviço de qualidade é justamente a população, que tanto necessita de justiça para reafirmar seus direitos fundamentais.

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