Jornal de Brasília: Romaria

O relator-geral do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia

(PT-SP), ouviu representantes dos servidores públicos para avaliar

se há como incorporar em seu relatório algumas das reivindicações

da categoria. Ele reuniu-se, ontem pela manhã, com funcionários de

cerca de 30 categorias do Executivo e do Judiciário e do Ministério

Público. O relatório sobre o Orçamento Geral da União de 2012,

cujo texto preliminar será apresentado hoje, deve ser votado até o

final de dezembro. À tarde, Chinaglia recebeu dirigentes de centrais

sindicais de outras categorias e de aposentados e pensionistas.

O secretário de Recursos Humanos do Ministério do

Planejamento, Duvanier Paiva, acompanhou parte das discussões, e

disse que o governo, por enquanto, não tem como assumir o

compromisso de aumento de gastos no médio prazo. Ele acentuou

que “a previsibilidade de efeitos da crise econômica mundial

recomenda muito cuidado. Este é o momento de fazer um balanço

da situação e recuar nos gastos”. O secretário reconheceu que o

Legislativo tem autonomia para aprovar o Orçamento, mas lembrou

que “o país precisa ter um quadro de organização na economia para

enfrentar a crise”.

Chinaglia disse que o relatório preliminar pode não contemplar

a decisão definitiva sobre quanto será destinado a cada setor. “Não

vou antecipar qualquer valor porque incorreria em um erro crasso,

já que as discussões sobre o assunto vão continuar até a votação do

Orçamento no mês de dezembro”. O relator disse que explicou aos

servidores que o Parlamento não pode criar despesas – p re r ro g a t i v a

do Executivo. Mas lembrou que cabe ao Congresso Nacional fazer

as articulações sobre o aporte de recursos.

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