Isto É insiste em matéria mentirosa

O Sindjus repudia a matéria intitulada “O projeto marajá”, da revista Isto É Independente, publicada no dia 25 de junho de 2010 e atualizada no dia 1º de dezembro de 2011, exigindo respeito da empresa com a verdade e com os servidores do Judiciário. Uma revista que se diz independente deveria parar de repetir o discurso daqueles que querem promover o sucateamento do serviço público brasileiro, em especial do Poder Judiciário.

Segundo a matéria, “com o apoio de todos os presidentes de tribunais superiores e de nove ministros do STF, a proposta dá reajuste médio de 56,4% aos 100 mil funcionários do Judiciário. O projeto iguala o salário de simples técnicos ao de funcionários do alto escalão do Executivo”. É o mesmo discurso equivocado utilizado por representantes do governo no intuito de desqualificar a nossa reivindicação.

O PL 6613/09 tem o objetivo sim de diminuir o abismo salarial criado entre os servidores do Judiciário e os de outras carreiras. No entanto, mesmo com sua aprovação, servidores de carreiras análogas continuarão com salários superiores aos nossos. A revista que ataca a nossa categoria demonstra não ter conhecimento do quanto nossos salários estão defasados, tampouco das atribuições desenvolvidas por um técnico judiciário.

Ao contrário do que diz a revista, o técnico judiciário faz muito mais do que organizar arquivos e materiais de escritório. Atua na área judiciária e administrativa realizando diversas atividades como atender aos advogados e ao público; elaborando atas de julgamento e de sorteios de jurados; digita audiências; entre outras tarefas importantes para o funcionamento do órgão. Isso sem falar que a maioria dos técnicos judiciários tem nível superior.

A revista deveria respeitar a nossa categoria e a opinião do presidente do STF, ministro Cezar Peluso, que ela mesma cita no corpo da matéria: “É preciso buscar a aprovação como forma de atender não só ao anseio do servidor como também para permitir que o Judiciário tenha um corpo funcional equilibrado”. Peluso, mais do que ninguém, é conhecedor das necessidades do Poder Judiciário. Ou a revista acha mesmo que o presidente do Supremo está mentindo?

Além do mais, a reportagem fala em toque de caixa. O nosso projeto é de 2009 e as discussões em torno dele começaram em 2008. Portanto, além de atribuições e salários equivocados, a revista se equivocou também com o tempo em que esperamos por esse projeto. Diante de tantos equívocos só nos resta pedir uma explicação à empresa. Afinal, os servidores do Judiciário, bem como os demais leitores, merecem respeito.

Clique aqui para ler a matéria da revista.

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