Desistência do PMDB revela o verdadeiro problema do Orçamento: eleições 2012

O PMDB recuou. Não vai mais defender o nosso reajuste. O partido, cujo líder na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, prometeu apoio ao Orçamento do Judiciário diante do próprio presidente do STF, ministro Cezar Peluso, caiu no canto da sereia e abandonou o nosso barco. Entenda-se canto da sereia como o conjunto de emendas orçamentárias destinadas para suas prefeituras. Afinal, a eleição municipal de 2012 se aproxima e todos os partidos, inclusive o PMDB, querem investir em seus redutos eleitorais.

Não há nada de crise econômica no ar. Tanto que como divulgado hoje (21) pelo jornal Correio Braziliense o Plano Plurianual (PPA) para os próximos três anos, que foi aprovado ontem pelo Congresso, prevê obras bilionárias a serem executadas pelo governo. O discurso de que para conceder o reajuste do Judiciário seria preciso retirar de programas sociais e da Educação é realmente mentiroso. O que está no ar é o jogo político.

Infelizmente, o Orçamento do Judiciário rende menos votos. O blábláblá de Henrique Eduardo Alves de que o PMDB chegou ao seu limite nas negociações e que acataria a posição do governo de não conceder o nosso aumento expôs o que partidos de governo e oposição tentam esconder o tempo todo para não macular a santa imagem do Congresso Nacional. Não é de hoje que as emendas orçamentárias são moedas políticas cobiçadas principalmente em anos eleitorais. Para o Orçamento de 2012 não seria diferente.

Conscientes de tudo isso, vamos ao Congresso Nacional demonstrar repúdio a essa forma de fazer política. Embora o PMDB tenha recuado, vamos insistir para que os parlamentares guiem-se pelo melhor para o nosso país e não para seus currais eleitorais. Os coordenadores do sindicato vão continuar pressionando pelo nosso reajuste. Todos os servidores estão convocados a fazerem o mesmo.

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