Campanha Salarial Unificada começa com manifestação no MPOG

Foi lançada ontem pela manhã (dia 15) a Campanha Salarial Unificada dos Servidores Públicos Federais, com a participação de representantes de 30 entidades nacionais, que vieram a Brasília pressionar o governo a negociar sua pauta de reivindicações. Em manifestação em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, os participantes cobraram do governo a abertura de diálogo com os servidores. E às 14h, no Congresso Nacional, foi criada a Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, com representantes de todos os partidos.

“Temos que unir forças, porque a agenda imposta pela presidente Dilma mais uma vez retira direito dos trabalhadores”, afirmou o coordenador-geral do Sindjus e coordenador da Fenajufe Cledo Viera, no ato de lançamento da Campanha. “Estamos seguindo a orientação do Conselho de Delegados e da Fenajufe: acompanhar o calendário de luta dos servidores públicos federais, pela volta da data-base, a reposição das perdas salariais e contra a privatização da Previdência e o congelamento dos salários, previstos nos PLs 1992 e 549”, explicou o coordenador, ao apontar os principais focos de ação do Sindjus no momento atual, ao lado da luta pela aprovação dos PLs 6613 e 6697.

Segundo Cledo Vieira, a importância de centrar forças em torno de uma pauta unificada de reivindicações dos servidores é fica cada vez maior diante da postura irredutível do governo. “A Dilma está fazendo igual ao ano passado: grandes cortes orçamentários e nenhuma abertura para dialogar com os trabalhadores”, disse ele, referindo-se ao corte de R$ 55 bilhões no Orçamento da União, anunciado ontem.

O coordenador do Sindjus reassalta que, em paralelo à luta pelo PCCR, o mais importante para a categoria nesse momento é fazer pressão para derrubar o PL 1992, que ameaça a aposentadoria dos servidores. O mesmo afirmou o deputado Policarpo, um dos participantes da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público. Durante a manifestação de ontem no Ministério do Planejamento, ele reafirmou a importância da mobilização para impedir que projetos que retiram direitos sejam aprovados: “Não queremos que a Previdência seja privatizada, mas só vamos derrotar essa proposta se todos vocês estiverem aqui no dia 28, quando o governo pretende votar o projeto”, disse.

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