Assembleia do TST aprova manifesto pela Movimentação Extraordinária e discute jornada

No início da tarde de ontem (29), servidores do Tribunal Superior do Trabalho (TST) abraçaram a campanha pela Movimentação Extraordinária durante assembleia setorial. Como aconteceu no TJDFT, no STF e no STM, os servidores aprovaram, após debate, manifesto dirigido ao presidente do Tribunal, solicitando a adoção desse mecanismo de progressão funcional para valorizar e unir a categoria.

O coordenador do Sindjus Jailton Assis explicou o que é a Movimentação Extraordinária e tirou as duvidas dos presentes. Explicou, por exemplo, que a movimentação tem sido concedida quando a situação salarial não apresenta perspectiva alguma. Uma das questões respondidas dizia respeito à razão de essa movimentação não ter sido adotada antes.

Segundo Jailton, “como os tribunais apresentaram em 2009 um anteprojeto tratando desse reajuste e em 2010 os presidentes do STF, Cezar Peluso, e da República, Luís Inácio, chegaram a assinar um acordo, não havia o ambiente favorável necessário para as administrações adotarem essa medida extraordinária. No entanto, o ambiente agora é outro. O descumprimento do acordo feito entre os presidentes e o total desprezo que Legislativo e Executivo trataram os pleitos do Poder Judiciário durante 2011 são motivos mais que suficientes para que as administrações dos tribunais adotem a Movimentação Extraordinária. Afinal, se os outros Poderes não fazem absolutamente nada para conter a evasão crescente dos quadros do Judiciário para carreiras mais atrativas, os tribunais precisam agir por conta própria. E a adoção da movimentação extraordinária depende unicamente de cada administração”.

Mais uma vez houve o entendimento de que a campanha pela Movimentação Extraordinária, além de valorizar os servidores novos, fortalece a campanha pela aprovação do PL 6613/09 à medida que une a categoria.

Jornada desigual também no TST

O controle biométrico de ponto também foi tema da assembleia. Servidores questionaram sobre a discriminação que, assim como no STJ, há entre os gabinetes e a área administrativa. Informaram que estão dispostos a participar de debates e atividades do Sindjus sobre essa diferenciação que hoje os incomoda, retomando assim, com força total, a luta pela jornada de 30 horas semanais.

A coordenadora do Sindjus Ana Paula Cusinato afirmou que “podemos sim trazer a campanha pela jornada de 30 horas semanais para o TST. Vamos ver qual a melhor estratégia para retomar esta discussão no Tribunal, mas certamente questionaremos esta discriminação.”

Os servidores aproveitaram para tirar dúvidas sobre o PCCR e o coordenador Jailton Assis, que respondeu todas as perguntas, reforçou a importância da participação dos colegas do TST no ato pela aprovação do PCCR no próximo dia 10, às 15 horas, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, e na reunião da CFT, no dia 11, às 9h30, no Plenário 4.

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