Todos à greve em resposta à enrolação do Palácio do Planalto

O Portal IG divulgou o que já sabíamos. As máscaras finalmente caíram. Matéria publicada hoje afirma que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, já fez reuniões com líderes partidários no Palácio do Planalto para discutir como o governo pode continuar enrolando o ministro Ayres Britto.

O Sindjus já havia alertado o ministro Ayres Britto, por meio de ofício, que a forma de enfrentar o governo é garantir a aprovação na CFT. Se o presidente ligar para cada deputado e garantir a aprovação não restará alternativa ao governo senão fazer um recurso ao Plenário e negociar.

Sempre insistimos que o governo só negocia o nosso PCCR quando ele estiver no Plenário. Recentemente, o líder do governo, deputado Henrique Eduardo Alves, afirmou ao coordenador do Sindjus Jailton Assis que havia dito ao ministro Ayres Brito, que em respeito a ele não deixaria o projeto ser votado sem negociação. Isso antes da posse de Ayres Britto como presidente do STF. Sugerimos ao presidente Ayres Britto que melhor seria forçar a votação para negociar com o Executivo em outro patamar.

Depois de empossado, o ministro Ayres Britto chegou a ligar para o presidente da CFT, deputado Antônio Andrade, para marcar uma conversa com a comissão. No entanto, essa reunião não aconteceu até agora. Especula-se que o ministro pretende fazer novas tentativas de negociação antes de votar. Ocorre que como divulgado na matéria da IG, Dilma não vai poupar esforços para continuar mantendo o nosso PCCR em banho maria. A intenção do governo é clara: não votar o PL 6613/09. Dilma sabe que se nosso projeto for colocado em votação ele será aprovado na CFT e o governo será forçado a negociar.

“As medidas protelatórias envolvendo o PL 6613/09 já passaram dos limites. Vamos responder a enrolação do governo com uma greve geral por tempo indeterminado. Vamos, com força total, parar a Justiça Eleitoral em ano de eleição e mostrar que com o Poder Judiciário ninguém brinca desta maneira. A greve vai começar na Justiça Eleitoral e se espalhar como rastilho de pólvora para todos os órgãos do Judiciário e do MPU”, afirmou o coordenador do Sindjus, Jailton Assis.

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