Servidores do Ministério Público marcam assembleia-geral para o dia 8 de junho

Desde o dia 17 de maio, o Sindjus realizou 23 assembleias setoriais, entre órgãos do Judiciário e do Ministério Público, com o objetivo de ouvir os servidores sobre a mobilização em torno da aprovação do PCCR.

Durante as reuniões específicas em promotorias, ficou clara a preocupação dos servidores do MPDFT com a realidade de indefinição e apatia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em relação à aprovação do nosso PCCR. “Estamos preocupados com o risco de reforçar a proposta da presidenta Dilma com a indefinição que temos hoje no Ministério Público e a proposta do Planalto é clara: reajuste zero para o Judiciário e para o MPU”, afirma a coordenadora do Sindjus Ana Paula Cusinato.

Por este motivo, o Sindjus buscará nos próximos dias nova reunião com o relator do PL do MPU, deputado Aelton Freitas, para cobrar o posicionamento de pautar e votar o projeto juntamente com o PL 6613, do Judiciário.

Enquanto isso, as assembleias setoriais no Ministério Público continuarão mobilizando os servidores. Na assembleia do dia 8, reuniremos todo o MPU para definir as estratégias de atuação e de mobilização. Portanto, desde já, reserve essa data para lutarmos por nosso reajuste salarial.

Movimentação Extraordinária

Outra demanda que permeou todas as assembleias setoriais no Ministério Público foi a Movimentação Extraordinária. Sobre esse ponto, Ana Paula apresentou a seus colegas a defesa do Sindjus de que é possível, por meio de Portaria normativa do MPU, realizar esse tipo de progressão no âmbito do Ministério Público. Porém, para viabilizar esse instrumento de valorização dos servidores é preciso construir um ambiente favorável.

“Para realizar a Movimentação Extraordinária no Ministério Público o que mais precisamos é de vontade política, e para isso vamos construir um ambiente favorável, envolvendo primeiro os servidores para, então, sensibilizar os procuradores-gerais e demais membros”, ressalta Ana Paula.

A estratégia é começar pelo MPDFT, buscando o apoio da procuradora-geral de Justiça, Eunice Carvalhido, que reiteradas vezes afirmou ser sensível às questões que envolvem os servidores. A partir daí, poderemos levar a proposta ao procurador-geral da República, uma vez que no MPU as decisões administrativas desse porte são tomadas de forma unificada.

Assim que se der a reunião entre o Sindjus e a procuradora-geral, o sindicato marcará assembleia com os servidores para tratar especificamente da Movimentação Extraordinária.

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