Clima de grande incerteza ronda o PL 6613

Primeiro, o feriado de Corpus Christi no dia 07 serviu de motivo para
cancelar justamente a reunião da CFT em que o PL 6613/09 voltava à pauta
depois do prazo de duas semanas pedido pelo ministro Ayres Britto para
fazer as tratativas necessárias com o Planalto. Na próxima semana,
justamente na quarta 13, dia de reunião, comemora-se o Dia de Santo
Antônio. Pode parecer exagero, mas como tudo tem sido motivo para obstruir
a votação do nosso PCCR, servidores já temem que comissão paralise os
trabalhos para festejar o santo casamenteiro.

O governo tem pressionado para que o relator do PL 6613/09, deputado
Policarpo, seja substituído. A intenção é nomear um relator que não lute
pela aprovação do projeto. Com a volta dos titulares Paulo Tadeu e Geraldo
Magela para o Congresso Nacional para fortalecer a base do governo para o
depoimento do governador Agnelo Queiroz na CPI, no dia 13, Policarpo voltou
ao TRT-10. O governo vai aproveitar esse período para tentar indicar um
relator que “sente em cima” do nosso projeto.

Também não há nada de concreto em relação a um possível acordo entre os
presidentes do STF e da República. Esse silêncio está perturbando os
servidores. No dia 1º de junho, o ministro Ayres Britto disse aos
coordenadores da Fenajufe que a prova de que as negociações estão avançando
sairá com a divulgação dos pré-limites orçamentários, prevista para a
próxima sexta (8).

No trabalho realizado pelos coordenadores do Sindjus junto à base nos
locais de trabalho, na tarde de ontem (5), observou-se um clima de muita
apreensão. Todas essas questões em torno do PL 6613/09 estão tirando o sono
dos servidores. “Essa inquietação acaba causando uma forte insegurança na
categoria a ponto de que muitos dos servidores que querem aderir à greve
colocam essa indefinição do cenário como um entrave ao movimento grevista”,
afirmou o coordenador Jailton Assis.

“Não podemos entrar numa greve que tem o risco real de corte de ponto com
um quadro tão indefinido. A falta de adesão ao acampamento aprovado na
última assembleia reflete esse novo sentimento da categoria” defendeu
Silvania Siqueira, servidora do TJ que veio para o acampamento com a
disposição de lutar pela aprovação do PL 6613/09.

O Sindjus vai continuar mobilizando a categoria para que a campanha de
pressão sobre parlamentares, ministros e a presidenta Dilma seja
intensificada. “O momento agora é de união, de vencer o medo e as
incertezas. Esse cenário de indefinição está sendo construído por aqueles
que querem barrar a aprovação do nosso reajuste salarial com a intenção de
esmorecer a nossa luta. Não podemos ceder a esse jogo. Precisamos continuar
unidos e mobilizados, firmes no propósito de aprovar o PL 6613/09”,
explicou Jailton.

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