Jornal de Brasília: Prazo até o dia 31

O governo pediu um prazo até o próximo dia 31 para
apresentar aos servidores públicos uma proposta de reajuste salarial.
Apesar da pressão e do tumulto provocado por servidores grevistas
nesta semana em Brasília, o governo continua adiando uma
proposta final sobre o reajuste para o funcionalismo público. O
Palácio do Planalto tem atuado em duas frentes para tentar
diminuir a temperatura política e a tensão com as entidades
sindicais. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, foi
convocada para uma conversa com a presidente Dilma Rousseff.
Responsável pela interlocução com os movimentos sociais, o
ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) se
encontrou com o presidente da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), Vagner Freitas. Na conversa, Carvalho afirmou que a equipe
econômica ainda tenta “equacionar as contas” para definir a política
salarial dos servidores.

Cut dividida

O discurso não convenceu os líderes das paralisações – que
atingem dezenas de ministério e órgãos federais. “O governo
continua protelando, sem proposta, engessa a discussão e provoca
um tensionamento”, disse o coordenador do setor público da
CUT, Pedro Armengol. A avaliação foi reforçada pelo dirigente
da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal
(Condsef) Sérgio Ronaldo. “Estamos cansados de participar de
reunião para ouvir a mesma coisa, sem proposta.” Já o novo
presidente da CUT, Vagner Freitas, deixou uma reunião no
Palácio do Planalto, ontem, dizendo que não apoia a greve geral
dos servidores. “Nós achamos que não se sai do impasse se
radicalizar posições”, declarou, dizendo que não aceita a tese de
que não há como conceder reajustes agora, porque o País está
passando por uma crise internacional, que o governo diz que é
pior que a de 2008.

Protestos continuam
Servidores públicos federais em greve voltaram
a pressionar o governo ontem (19) por uma
proposta de reajuste salarial e reforma de planos de
carreira. Uma das sedes do Ministério do
Planejamento teve suas entradas bloqueadas pelos
grevistas, que fizeram um cordão de isolamento até
mesmo no acesso à garagem do edifício. “Servidor,
hoje é seu dia de folga!”, gritavam os manifestantes
para aqueles que chegavam na pasta. A Polícia
Militar do Distrito Federal acompanhou o protesto.
Houve confusão e confronto.

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