Finalmente, Pargendler foi


Os servidores do Judiciário interromperam por uns momentos a trajetória de luta por reajuste salarial, nesta quinta-feira, para a despedida do presidente do STJ Ari Pargendler. Não poderiam perder a comemoração. O ministro deixa o cargo com o alívio da categoria, que em todo o país sofreu com suas arbitrariedades.

Cerca de 600 servidores, vestindo roupas brancas, abraçaram o STJ, por volta das 13h, e depois fizeram uma passeata em volta do prédio. A palavra de ordem foi “fora Ari”.

A despedida do ministro que entra para a história como o pior dos presidentes do Superior Tribunal de Justiça trouxe um sentimento unânime: “Vamos reconstruir tudo o que perdemos, como a jornada de trabalho, que aumentou em sua gestão, e o tratamento respeitoso para todos os servidores”, observou a coordenadora de Administração e Finanças do Sindjus Ana Paula Cusinato.

Depois do abraço, começaram a chegar os representantes dos servidores dos Estados, para se solidarizar com o protesto da despedida, ao mesmo tempo em que vieram engrossar as manifestações grevistas em Brasília.

Uma faixa de boas vindas a Felix Fischer, que substituirá Pargendler, demonstrava a perspectiva dos servidores por uma nova etapa no STJ. “Os servidores sofreram pressão, humilhação e retrocesso”, exclamou Ana Paula, no carro de som que acompanhou as manifestações que se seguiram ao abraço e à passeata.

“Este ato marca a saída de um presidente que já vai tarde, sem deixar nenhuma saudade. Hoje é um marco para uma nova história”, ressaltou o coordenador do Sindjus Zezinho Oliveira Silva.

Sindicalistas dos estados também deram seu testemunho sobre os reflexos pelo Brasil afora das arbitrariedades cometidas no STJ em Brasília. Subiram ao caminhão do som para falar representantes do RS, GO, RO/AC, MG, AL, BA, SC, PI, CE, RN e da 15ª Região, de Campinas (SP).

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