Diretores fazem Blitz

Nesta quinta-feira (6/9), os diretores do Sindjus Ana Paula Cusinato, Zezinho Oliveira, Jailton Assis e o delegado sindical Ademário Nogueira fizeram uma blitz no Tribunal de Justiça, de sala em sala e na frente do prédio, para tirar dúvidas sobre os reajustes salariais.

“As pessoas estão com muitas dúvidas sobre enquadramento de funções e valores dos reajustes”, conta Ana Paula. Entre as 11h30 e 13h30, ela ficou em frente ao prédio, e foi rodeada por servidores, com perguntas sobre as mudanças no contracheque. À tarde, os sindicalistas passaram nas salas.

A partir da próxima segunda-feira (10/9), os representantes do Sindjus vão visitar todos os locais de trabalho no Distrito Federal, para esclarecimentos. “Se alguns servidores se sentirem mais ansiosos, podem ligar para o sindicato, que a gente dá prioridade”, avisa Jailton Assis. O telefone do atendimento geral do Sindjus é 3212.2613.

Os dirigentes do Sindjus avaliam que o clima é bom, mas que a categoria permanece alerta, cada vez mais consciente da necessidade de união e de fortalecimento.

“Tivemos um avanço, mas temos que estar em luta constante, para não deixar que os salários fiquem defasados”, afirma o técnico judiciário do TJ Pedro Vicente Gontijo. Ele considera que o resultado da greve foi satisfatório, mas que é preciso a conscientização da categoria para lutar por novos avanços, e evitar que novas perdas se acumulem, tornando as futuras negociações mais difíceis.

A técnica Flávia Regina Lara de Souza relata que chegou a ficar “desesperançosa” com o anúncio do reajuste zero. “Depois, passou para 15,8% e eu fiquei indignada. Mas o resultado final foi bom. Não foi o merecido, mas é um bom resultado. Esse é o sentimento que vejo nos meus colegas. Acho que faltou mais união. Fizemos a greve apenas com parte da categoria e foi suficiente para sair do reajuste zero. Acho que se a união fosse maior, o resultado poderia ser melhor”, acrescenta.

“A repercussão dos resultados da greve está sendo muito boa. Nós observamos que as pessoas estão analisando os números e se considerando vitoriosas. Agora, é preciso, sim, união, para avançar mais no futuro”, relata Ademário Nogueira.

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