Sindjus encontra condições insalubres no subsolo de Ceilândia

A coordenadora Sheila Tinoco e o delegado sindical Raimundo Nonato voltaram a Ceilândia no início da tarde de ontem (10), depois da reunião setorial realizada no Fórum no dia 4, para atender ao chamado dos servidores que estão trabalhando no subsolo em condições degradantes.

Em razão de o Depósito Público funcionar no subsolo, no local estão estocados o resultado das operações de busca e apreensão, que vão desde colchões velhos a carros enferrujados. Em razão do estado de conservação desses materiais os servidores ficam expostos a ácaros e outros riscos à saúde.

O subsolo de Ceilândia também armazena os arquivos do Fórum, deixando documentos em contato com poeira e umidade. Isso sem contar que o gerador do prédio também funciona no subsolo e com as constantes quedas de energia o equipamento tem ficado ligado por muito tempo, trazendo transtornos.

Segundo a servidora Marly Collares “já ao entrar no subsolo se tem contato com ácaro, fungo, mofo e uma sensação constante de abafamento. Quando o guincho vem retirar algum veículo o giro do motor deixa uma série de gases nocivos gerando fortes dores de cabeça e mal-estar. Colegas que sofrem de alergia passam maus bocados no subsolo do Fórum de Ceilândia”.

Luta contra condições insalubres

O Sindjus luta contra qualquer situação de insalubridade, no entanto nos casos em que ela é iminente à função a batalha é para que o servidor receba o adicional de insalubridade. Os servidores da gráfica e do serviço odontológico recebem, graças à atuação do sindicato, esse benefício.

Para a coordenadora Sheila Tinoco, o subsolo não é um local adequado para os servidores desenvolverem suas atividades, pois além desses problemas citados há deficiência de ventilação e luminosidade. “Subsolo é garagem, pois há entrada e saída de veículos de forma constante, e deve funcionar como tal. Com o crescimento do TJDFT a administração tem optado por utilizar o subsolo, no entanto o Sindjus vai batalhar para que o tribunal ofereça espaços que dêem condições dignas de trabalho aos servidores”, afirmou.

Diante do que foi visto em Ceilândia e depois no Fórum de Taguatinga, onde o subsolo também armazena arquivos e outros materiais, o Sindjus vai visitar todos os depósitos públicos do TJDFT para verificar as condições de trabalho dos servidores.

Para o delegado Raimundo Nonato, “as condições arquitetônicas provocam o isolamento do servidor no subsolo, isso sem contar os problemas causados pela ventilação ruim, pela proximidade da garagem e da exposição aos gases tóxicos, e pelos materiais depositados ali que permitem à proliferação de microrganismos prejudiciais a saúde. O ambiente, de maneira geral, é bastante insalubre”.

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Crédito das fotos: Daniel Nogueira

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