Sindjus empenhado em resolver o consignado do Cruzeiro do Sul

O Sindjus não tem poupado esforços para resolver a questão dos servidores que estão sendo prejudicados desde que o Banco Central, em setembro de 2012, decretou a liquidação extrajudicial do Banco Cruzeiro do Sul.

Os servidores que mantém empréstimo consignado junto a esse banco têm encontrado enorme dificuldade para obter o saldo devedor com prazo de 90 dias para emissão e com a falta de possibilidade de obtenção da carta de quitação.

Sem esses requisitos, os servidores ficam reféns das altas taxas e ineficiência do banco em questão, pois não conseguem migrar seu financiamento consignado para outras instituições.

Sindicato se movimenta para construir solução

O sindicato contratou uma assessoria judicial especializada para cuidar desse tema, que aconselha os servidores a não requisitarem a portabilidade agora. O objetivo desse conselho é esperar pela construção de uma solução junto às administrações. Junto com a Astrisutra, a Asmip e a Asmpf, o Sindjus tem trabalhado para encontrar uma saída que liberte os servidores do Judiciário e do MPU dessa relação de dependência com o Cruzeiro do Sul.

Os coordenadores Cledo Vieira e Ana Paula Cusinato têm se reunido com as administrações do Judiciário e do MPU na tentativa de solucionar esse problema. Além disso, conversaram essa semana com a administração do TCU para conhecer a forma como o tribunal vem enfrentando esse problema. O TCU estuda a possibilidade de suspender o repasse feito ao Cruzeiro do Sul por quebra de contrato entre as instituições, mantendo a margem consignada bloqueada, o que obrigará o banco a apresentar o banco a apresentar uma solução para o problema dos servidores.

Dando continuidade a essa linha, já está agendada reunião com representantes do Banco Central para tratar dessa mesma questão. Segundo Cledo Vieira, o objetivo desses encontros é observar o leque de práticas de outras instituições e analisar sua aplicação no Judiciário e no MPU.

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