Servidores reafirmam, durante ato, indignação com desmandos do Pro-Social


Os servidores da Justiça Federal e do TRF realizaram, no início da tarde desta terça-feira (10), um ato em frente à sede do Tribunal Regional Federal por um Pro-Social justo, democrático e transparente. A faixa assinada pelo Sindjus, “Pro-Social: Um plano para todos deve ser construído por todos”, traduziu o sentimento daqueles que participaram do ato, que culminou com os servidores protocolando, na presidência, um abaixo-assinado, que entre outros pontos reivindica: a imediata suspensão dos efeitos da Resolução nº 06, a realização do cálculo atuarial; e a substituição do representante dos servidores no Conselho Deliberativo. Por mais uma vez, a administração do TRF sentiu a pressão dos servidores marchando pelos corredores rumo à presidência.

TRF quer cobrar custeio retroativo

No início do ato, o coordenador Jailton Assis, em tom de desabafo, ressaltou que é preciso lutar para que o Pro-Social deixe de ser um plano de castas, para que a administração deixe de fazer as coisas às escondidas, para que todos os conselheiros saibam que o que estão fazendo com os servidores é ilegal, pois está sendo cobrada uma fatura que não estava prevista.

É inadmissível que se cobre custeio retroativo, pois os procedimentos realizados antes da Resolução nº 6, que eram sem custeio, não podem ser cobrados agora. “O Pro-Social está realizando um procedimento ilegal. Cobrar pelo que não estava previsto é um absurdo”, enfatizou Jailton, que avisou que o Sindjus vai atrás de todos os atos do Conselho Deliberativo, de cada votação que envolva o bolso do servidor.

Pressão é o caminho

“Nossa mobilização já conseguiu pressionar a administração, que no passado suspendeu parte dos efeitos da Resolução nº 6. O caminho, portanto, é o da pressão. Porém, para isso, precisamos conscientizar nossos colegas. O TRF e a Justiça Federal precisam abraçar essa campanha de uma vez por todas e com todo afinco, para que possamos dizer aos conselheiros que como está não pode ficar”, afirmou a delegada sindical Eliane Alves.

Diálogo

Enquanto o coordenador José Oliveira (Zezinho) reforçou a necessidade de mobilização dita por Eliane, dizendo que os servidores não podem desistir da luta, Cledo Vieira explicou que ele, como servidor do TRT10 e coordenador do Sindjus, faz parte dos conselhos dos planos de saúde do TRT e do TST. “No TRT, os servidores têm dois representantes e as demandas conseguem avançar sem dificuldade. E no TST, o responsável por essa área, o vice-presidente Barros Levenhagen, recebe o sindicato com muita tranqüilidade para falar do plano, que ele chama de nosso. Só aqui no TRF e na JF que existe esse entendimento de que o plano é dos desembargadores e o custeio, dos servidores”, frisou o dirigente sindical.

Comissão e Seminário

Os servidores formaram uma comissão para realizar visitas aos desembargadores que possam apoiar esse pleito. Também foi aprovada a realização de um seminário, a ser organizado pelo Sindjus para que os servidores entendam melhor como funcionam os planos de saúde de autogestão e assim possam definir as diretrizes da proposta da categoria para o Pro-Social.






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