Luz no fim do túnel para servidores do MPDFT lotados no prédio do Ibama

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Atendendo aos pedidos administrativos do Sindjus motivados pelas denúncias de servidores, a procuradora-geral de Justiça do MPDFT, Eunice Carvalhido, se comprometeu a transferir o Departamento de Orçamento e Finanças, que atualmente funciona no sétimo andar do Edifício Ibama (Setor de Autarquias Sul) com 26 servidores, para um espaço com as mínimas condições de salubridade.

Trata-se de uma luta antiga que finalmente será vencida. Em 2008, a Revista do Sindjus nº 62, trouxe a matéria “Entre Dois Mundos”, apontando as desigualdades existentes entre locais de trabalho nos diversos ramos do MPU. De lá para cá, o sindicato manteve contato com os servidores que sempre foram enfáticos ao dizer que, infelizmente, muita coisa piorou. Muita promessa foi feita, mas na prática os problemas proliferam como baratas.

Falando em baratas, elas caminham com liberdade pelo prédio. Isso porque o MPDFT só dedetiza do 7º ao 10º andar, onde funciona o Plan Assiste em condições semelhantes. E o Ibama faz a dedetização dos demais andares em uma época diferente. Ou seja, como tais períodos não coincidem, as baratas e formigas aproveitam para fazer a festa.

Depois da Revista do Sindjus, instalaram um sensor na porta do elevador, de modo que agora não há mais risco de alguém perder o braço ao fechar das portas. Porém, como não há manutenção, o elevador continua parando e prendendo gente. Tem servidores que, em razão de situações de pânico, adquiriram verdadeira fobia de elevador, preferindo subir os andares de escada, que também tem problema.

O prédio não favorece a evacuação de pessoas e a intervenção dos bombeiros. Garçons e copeiras, por exemplo, utilizam a escada para fazer suas refeições e descansar.

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Depois de passarem um longo tempo procurando vaga e percorrerem, sob sol ou chuva, longas distâncias, expostos às várias formas de violência, por terem estacionado longe do destino e em um lugar que não inspira a menor segurança, os servidores de carreira do MPDFT, lotados na Departamento de Orçamento, passam pela portaria do Edifício Ibama sem precisar de identificação e exercitam a paciência para esperar pelo elevador. São três, mas um está sempre quebrado. E quando um deles finalmente aparece, os servidores sobem os sete andares rezando para não ficarem preso. Difícil encontrar alguém que não conheça uma história de terror para contar sobre aquele dispositivo de transporte que há muito não tem a devida manutenção. A própria coordenadora do Sindjus, Ana Paula Cusinato, em visita recente ao prédio ficou presa no elevador.

E o problema não se restringe aos elevadores. Chegando ao seu andar de destino, os servidores precisam torcer para que o banheiro tenha água e para que ele não tenha sido interditado por completo. Isso sem contar que é preciso prender a respiração por conta do mau-cheiro que exala daquelas tubulações e lavar as mãos ou o rosto com um detergente desses de lavar louça, pois não há saboneteira, tampouco sabão líquido. Também é necessário adaptar o look do dia ao sistema de ar condicionado: velho, barulhento e ineficiente.

Se os servidores desejarem tomar café precisarão enfrentar algumas baratas que vivem na copa apertadíssima. Aliás, baratas e formigas dividem sem o menor pudor o espaço com os servidores no sétimo andar do prédio do Ibama. Um prédio que registra inúmeras ocorrências de incêndio e vários curtos-circuitos.

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O banheiro mais parece um cenário de guerra. Continua quebrado e com espaços interditados. Falta água nas torneiras e nos vasos. Isso sem falar do cheiro de esgoto, que embrulha o estômago de qualquer um. O MPDFT não faz a manutenção devida porque o local é alugado. E o Ibama também não trata do prédio como deveria, pois sua sede está instalada em outro local. Não há para quem pedir socorro.

Os servidores, no fechamento desta matéria, já estavam há quinze dias com uma impressora quebrada porque ninguém do edifício sede vai buscá-la para consertar. O departamento responsável informou que era preciso que alguém do sétimo andar do prédio do Ibama a levasse até lá. De fato, esses servidores parecem trabalhar em outro planeta, pois tudo é complicado, inacessível, dispendioso.

Assim como não há departamento médico, não há lanchonete. Além de uma copa minúscula e nojenta, por conta dos insetos, os servidores passaram a contar recentemente com uma sala para fazer as refeições. No entanto, para almoçar ou lanchar, os servidores precisam equilibrar seus pratos sobre uma mesa que balança mais do que barco em alto-mar, além das cadeiras quebradas.

O sistema de ar condicionado faz um barulho horripilante, além de ser completamente ineficiente. Mas é excelente para causar doenças relacionadas a ácaros, sujeiras e temperaturas oscilantes. Quem não tem sinusite ou renite, tem grandes chances de adquirir esses males trabalhando ali. É comum escutar o som de espirros e tosses no sétimo andar.

Descaso

Outro agravante é que não há qualquer controle de entrada e saída de pessoas do prédio, favorecendo situações de risco. Vira e mexe, sobe gente para pedir dinheiro. Impossível ter condições de trabalho com todos esses problemas. Diante de tudo isso, podemos dizer que não há 26 servidores do MPDFT naquele prédio, mas 26 guerreiros, que em nome da carreira, batalham pelo funcionamento de um setor estratégico. Será que até hoje a administração não entendeu que se a Divisão de Orçamento e Finanças parar todo o MPDFT para?

Até agora, para os servidores da Departamento de Orçamento e Finanças do MPDFT, o Programa de Gestão de Competências e Habilidades não passa de história da carochinha. Que depois da transferência, essa má-impressão possa mudar.

Insalubridade

Por mais inacreditável que pareça, há oito anos os servidores desse setor, responsável por realizar todos os pagamentos do MPDFT, desenvolvem suas atividades em um local, como relatado acima, completamente insalubre. E essa matéria não tem a função de reivindicar o pagamento de adicional de insalubridade a esses colegas ou de denunciar mais uma vez o descaso por parte de uma administração que dá as costas para 26 servidores do quadro, mas de dizer que a solução está próxima, graças à procuradora-geral Eunice Carvalhido, que foi sensibilizada.

Depois de oito anos em que nem diretor-geral nem procurador algum colocaram os pés nesse setor, Eunice Carvalhido volta seus olhos para o drama desses servidores. É como se os dias de esquecimento tivessem por um fio.A denúncia feita por Anne Araújo, antes de saber da decisão da procuradora-geral, está com os dias contados:

“É como se nós não existíssemos para eles. Não participamos de programas, de projetos, de festas. Essa realidade gera uma enorme desmotivação. Servidores novos tomam posse no edifício sede e depois são jogados aqui. Levam um choque. É como se nós fossemos inferiores, que não merecêssemos atenção, cuidado. Não reivindicamos nada de absurdo, apenas condições dignas para desenvolver nossas atribuições”, afirmou a servidora.









Crédito: Alexandre Ferraz

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