Mobilização cresce e assembleia-geral aprova ato no STF para o dia 9

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Servidores aprovam ato para mesma data prevista para 1ª reunião da comissão

Nem mesmo o sol forte ou a distância dos fóruns impediram que centenas servidores comparecessem com empolgação à Praça dos Tribunais na tarde desta terça-feira (29) dispostos a lutar com todas as armas pelo reajuste salarial para todos. E foi nesse clima de que “ou vai ou racha” que os servidores aprovaram, por unanimidade, um grande ato para o próximo dia 9 (sexta-feira) em frente ao STF, no mesmo dia previsto para a realização da primeira reunião da comissão interdisciplinar para discutir o nosso reajuste. Na semana seguinte ao ato, foi aprovada a realização de reunião de delegados e assembleia-geral.

Demonstrando muita vontade de ir pra cima para buscar esse reajuste, os servidores aprovaram, numa clara prova de unidade, os três eixos que devem nortear nossa caminhada; um plano de luta a ser seguido nos próximos dias.

1 – Efetivação da comissão

A categoria entende que o primeiro passo é o STF efetivar, de fato, a comissão interdisciplinar. Diante da pressão pelo reajuste para todos, o Supremo recuou e prometeu instalar essa mesa de negociação, mas até agora não há nada formalizado. Prova disso é que durante audiência realizada com o presidente do TJDFT, desembargador Getúlio de Moraes, no dia 28, o sindicato foi informado que a presidência ainda não recebeu convite para integrar a comissão. Os servidores exigem a instalação imediata da comissão e resolveram dar um crédito ao STF até o dia 9 para ver o que acontece.

2 – Participação do Sindjus

Os servidores também exigiram a participação do Sindjus na comissão. O certo era a comissão ser paritária, mas já que o STF não aceita ser assim é preciso que haja representantes do Sindjus. Historicamente o sindicato sempre teve assento nas comissões que definiram os últimos PCSs. Agora, por interesses contrários aos servidores, o Sindjus, que cobra a instalação desta comissão do STF desde agosto de 2013, não pode ficar de fora da mesa.

3 – Proposta no Congresso em maio

A assembleia bateu o pé no sentido de que a comissão precisa ter um prazo para fechar a proposta a ser enviado ao Legislativo. Os servidores não abrem mão do substitutivo ser enviado neste mês de maio. Como estamos em um ano parlamentar mais curto é necessário que o PL seja enviado o mais rápido possível. Portanto, a celeridade dos trabalhos da comissão é um ponto crucial neste processo.

Atenção: Se algum desses 3 itens forem descumpridos, a categoria já decidiu pelo encaminhamento de uma assembleia-geral com indicativo de greve por tempo indeterminado. Ou seja, se não tiver comissão, se o sindicato não participar desta comissão ou se o substitutivo não chegar ao Congresso em maio, a categoria vai caminhar à greve.

Multiplicar mobilização

Na assembleia-geral cada servidor saiu com o compromisso de levar mais dez colegas no ato do STF, para que haja mais de 3 mil servidores no STF no dia 9. Será um dia decisivo para nossa categoria, pois vamos ver o que a cúpula do Judiciário está disposta a nos oferecer. Daí a necessidade de lotarmos a Praça dos Três Poderes. Para isso, o Sindjus vai percorrer todos os locais de trabalho durante os próximos dias de modo a envolver mais e mais servidores nesse movimento que só tende a crescer com o seu apoio.

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