Ausência de Janot adia fechamento da proposta de reajuste do MPU

A segunda reunião do Grupo de Trabalho sobre reajuste dos servidores do MPU, realizada no fim da manhã desta quinta-feira (22), frustrou toda e qualquer expectativa em relação ao fechamento da proposta uma vez que o responsável pelo GT, o secretário-geral adjunto Danilo Dias, descumprindo o combinado na última reunião (6), ainda não conversou com o procurador-geral Rodrigo Janot sobre esse tema. Isto é, quinze dias se passaram desde a primeira reunião e o PGR ainda não sabe sobre a GAMPU de 190% proposta pelo Sindjus.

Levando uma tabela de reajuste fechada junto à direção do Sindjus, a coordenadora Ana Paula Cusinato cobrou o empenho do secretário-geral adjunto no sentido de que a categoria depois de oito anos de desvalorização salarial precisa de uma proposta concreta para ser levada imediatamente ao Congresso Nacional. “De 2006 para cá só acumulamos perdas salariais. Tivemos os 5% ao ano a partir de 2012, mas isso não cobre nem a inflação. Não podemos mais esperar”, exclamou.

Impacto

Além de não conseguir falar com o PGR, que retorna de viagem nos próximos dias, o secretário-adjunto afirmou, com base nos estudos técnicos realizados sobre a proposta da GAMPU de 190%, que o impacto será um problema no Congresso Nacional, uma vez que o MPU já tem outros projetos de criação de cargos que implicam também na questão financeira.

Ana Paula defendeu que os valores da GAMPU de 190% sejam mantidos mesmo que a negociação imponha o parcelamento, desde que curto, uma vez que os servidores preferem receber parcelado a verem a redução da tabela: “Reduzir a tabela é um retrocesso. O importante é que enviemos uma proposta com o reajuste que nos permitirá sair desse fosso de desvalorização e nos aproximarmos de carreiras análogas. Hoje ganhamos 80% menos que servidores que desenvolvem atribuições semelhantes as nossas. O cenário exige pressa e o discurso de impacto é do governo e não do MPU, que precisa trabalhar para superar as dificuldades que serão encontradas, como nos planos passados, no Congresso”.

Um único projeto

O Sindjus também argumentou que ao adotar a GAMPU de 190% o MPU unificará a categoria em torno de um único projeto de reajuste, pois a categoria tem dois PLs (6697/09 e 2199/11) parados na Comissão de Finanças e Tributação. Afirmou também que o Judiciário deve encaminhar até o final de maio sua proposta de reajuste e o MPU não pode, mais uma vez, ficar para trás. Insistiu que os servidores depositaram expectativas na gestão de Janot, que prometeu ao assumir trabalhar a valorização dos servidores.

O secretário-adjunto informou que deve conseguir conversar com o PGR até o final da próxima semana e pediu que as entidades, além do Sindjus o Sinasempu também participou da reunião, encaminhassem propostas que valorizassem os servidores sem provocar impacto orçamentário, como a redução do prazo de remoção. Ana Paula disse que é importante discutir a valorização do servidor como um todo, mas que é necessário, agora, focar no reajuste salarial.

Assembleia

Assim que o PGR deliberar sobre essa proposta será chamada uma nova reunião. O Sindjus, diante desse cenário, vai realizar assembleia na próxima semana, pois, mais uma vez, a pressão da categoria será fundamental para que a proposta saia desse estado de letargia e seja concretizada o mais rápido possível.

Também participaram da reunião a secretaria de Gestão de Pessoas Sabrina Maiolino e o diretor do Sinasempu Darci Rodrigues.


crédito: Alexandre Ferraz

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