Servidores do Judiciário definem estratégia de luta para aprovar reajuste

Reunidos na tarde desta terça-feira (3), os servidores do Poder Judiciário aprovaram por unanimidade a tabela salarial entregue ontem pelo diretor-geral do STF ao relator do PL 6613/09 na CFT da Câmara, ressalvando que a categoria não aceitará redução no valor final da tabela no processo de negociação. A assembleia ratificou ainda a posição anterior de que qualquer problema de ordem orçamentária não deve refletir na redução da tabela, mas no deslocamento do reajuste para a GAJ. Também foi aprovado o calendário de luta composto por mobilização intensa dos servidores nas próximas semanas para que esse substitutivo se transforme em realidade, culminando com paralisação de 24 horas e assembleia com indicativo de greve por tempo indeterminado no dia 16 de julho.

· Dia 9/6 a 11/7 – assembleias setoriais
· 10/6 – ato público no Aeroporto JK
· 16/7 – Paralisação de 24 horas e assembleia-geral com indicativo de greve

A proposta de calendário de mobilização, apresentada pelos fóruns de Sobradinho, Taguatinga, Brazlândia, Planaltina e Santa Maria, foi aprovada pela quase totalidade dos servidores presentes. Durante as assembleias setoriais o Sindjus vai levar a tabela consolidada de reajuste (atualização do PL 6613/09 + GAJ de 90%), esclarecer dúvidas e conscientizar os servidores sobre a importância da pressão de todos para garantir nossa valorização salarial.

Em nome do Fórum de Taguatinga, o servidor Febrônio de Oliveira justificou que é necessário trabalhar fervorosamente o sentimento de mobilização em cada local de trabalho, envolvendo todos os servidores, pois arrancar esse reajuste do Executivo não será fácil. Para ele, cada servidor precisa se conscientizar da importância do seu papel mobilizador nessa luta e da sua responsabilidade para o sucesso desse pleito que é de interesse de todos.

Construir a greve

O prazo para assembleia-geral com indicativo de greve é justamente para que possamos construir um movimento forte caso o Executivo se negue a negociar a aprovação do nosso substitutivo. Portanto, Dilma Rousseff tem até o dia 16 de julho para dar sinal verde ao nosso reajuste. Se isso não acontecer, vamos deflagrar greve.

Além das assembleias setoriais, o Sindjus seguirá trabalhando nos bastidores conversando com a cúpula do Judiciário, inclusive com o futuro presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, para garantir uma articulação junto aos outros poderes para viabilizar nosso reajuste. E a direção, que de forma democrática mais uma vez abriu o debate às propostas dos servidores, foi enfática ao afirmar que não aceita redução da tabela que foi aprovada pela assembleia.

Para o delegado sindical Marcelo Novaes, do Fórum de Sobradinho, o momento é de unidade: “O nosso reajuste não tem nada de absurdo, é uma dívida que o governo tem com cada um de nós. É o que a inflação levou de nossos salários todos esses anos. Eu não vou abrir mão desse direito. E você também não vão. Não é hora de divisão, mas de unidade e multiplicação de forças e esforços para chegarmos à vitória. Precisamos de unidade para mostrar à presidenta Dilma o poder de mobilização dos servidores do Judiciário”.

É com esse espírito, de luta, que precisamos seguir até a aprovação do nosso reajuste. Acompanhe o calendário de mobilização no site do Sindjus e participe das assembleias setoriais para que possamos chegar no dia 16 prontos, caso necessário, para a maior greve que nossa categoria já fez.

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