Servidores do TST tiram dúvidas e entendem necessidade de mobilização

Nesta segunda-feira (14), o coordenador-geral Cledo Vieira esteve reunido com os servidores do TST dando continuidade ao calendário de assembleias setoriais promovido pelo Sindjus em prol do Reajuste para Todos. Embora o tribunal viva um cenário de férias, os servidores que participaram da reunião foram bastante participativos.

Foram tiradas dúvidas sobre o relatório apresentado por João Dado (SD-SP) à Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. O Sindjus explicou que o deputado poderia ter acatado integralmente a proposta encaminhada pelo STF, e que não há vício instransponível algum no PL 6613/09, uma vez que tudo depende da negociação entre Judiciário e Executivo.

Em relação às perspectivas de aprovar o reajuste, Cledo afirmou que é importante intensificar a pressão para fazer com que esse acordo entre os poderes seja construído o mais rápido possível. No entanto, o sindicato reconhece que o fato de o presidente Joaquim Barbosa afirmar que vai deixar o cargo e não o fazer nunca, não havendo uma data concreta para sua saída definitiva, dificulta a interlocução do próximo presidente Ricardo Lewandowski com o Palácio do Planalto.

“O ministro Joaquim Barbosa muda as datas de sua saída, mas os prazos orçamentários não mudam. Nós temos pressa. Por isso precisamos reforçar a paralisação do dia 16 e, de forma conjunta, definir o momento certo de deflagrar a greve”, afirmou Cledo Vieira. Os servidores entenderam que só haverá reajuste com mobilização.

Emails e Transparência

Os servidores cobraram do sindicato o aperfeiçoamento da comunicação por email e total transparência quando houver alguma notícia sobre negociação. Na visão dos presentes, essas informações ajudam a fortalecer o movimento. Cledo se comprometeu a reforçar o diálogo via email e esclareceu que o sindicato mantém o compromisso, que já é uma característica histórica da entidade, de ser absolutamente transparente em sua comunicação.

Corte de ponto

Os servidores também reivindicaram uma intervenção do Sindjus junto à administração para resolver o problema do corte de ponto de 2011, pois essa informação ainda consta em suas fichas funcionais. O sindicato ficou de levar essa pauta ao presidente ministro Antônio Levenhagen.


crédito: Daniel Nogueira

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