Desfazendo mentiras e boatos sobre a suspensão da greve

A assembleia-geral dos servidores do Poder Judiciário e do MPU, realizada no dia 12 de setembro, na qual a greve deflagrada no dia 6 foi suspensa, contou com a participação de cerca de 400 servidores, decidindo numa proporção de 5:1 suspender a greve, considerando a avaliação dos comandos de greve nacional e de Brasília.

Lembrando que o Comando de Greve de Brasília é formado por representantes dos locais de trabalho, e o nacional, por representantes dos estados, o objetivo de ambos é debater a conjuntura da greve e apontar caminhos para o movimento, levando indicações à assembleia.

Na reunião do Comando de Greve de Brasília do dia 9, dos cerca de 20 locais de trabalho presentes, apenas 2 defenderam a continuidade do movimento paredista.

A possível greve da magistratura também foi debatida na assembleia do dia 12 e na votação a proposta de fazer greve ou ato de acordo com o calendário dos magistrados perdeu por ampla maioria.

O Comando Nacional da Fenajufe, em reunião realizada no dia 3 de setembro, indicou a suspensão da greve em todo o país a partir do dia 10. Já o Comando de Greve de Brasília, reunido no dia 5 de setembro, indicou naquele momento a manutenção da greve com avaliação na sexta-feira seguinte (dia 12). A avaliação desses dois comandos de greve considerou a pequena adesão dos estados e que não havia força o suficiente para dar prosseguimento à greve, considerando que várias pessoas já haviam retornado aos seus locais de trabalho. Começamos a greve com 1500 pessoas, realizamos atos com mais de mil participantes e no último ato na Praça dos Três Poderes, véspera da assembleia do dia 12, participaram apenas 150 servidores.

Diante de um movimento que diminuía a olhos vistos, para não esgotar essas lideranças, a avaliação da assembleia de Brasília seguiu a indicação do Comando Nacional e do Comando de Greve de Brasília, que entenderam ser o momento de suspender a greve. Brasília puxou a greve no dia 6 de agosto, depois entraram Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Piauí, Mato Grosso, Campinas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais, que aderiu somente no dia 8 de setembro de 2014. Rio Grande do Norte também aderiu à greve no dia 21 de agosto e suspendeu de acordo com a indicação do Comando Nacional.

Antes da realização da nossa assembleia-geral do dia 12, dos 9 estados da Federação que estavam em greve, seis já haviam saído, permanecendo apenas Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Vale ressaltar que 20 sindicatos não conseguiram entrar em greve, por motivos diversos, e apenas 1, em todo país, conseguiu fazer a greve na Justiça Eleitoral. As greves aconteceram no TJDFT, na Justiça Federal, na Justiça do Trabalho e no MPU.

A decisão da assembleia-geral é soberana e o Sindjus entende que apenas os bravos colegas que participaram da greve têm condições de fato de discutir a suspensão ou a continuidade da greve.

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