Assembleia-geral aprova continuidade da pressão sobre STF e PGR

Reunidos em assembleia-geral, na tarde desta sexta-feira (24), os servidores do Poder Judiciário e do MPU ouviram da Direção que a reunião entre Judiciário/MPU e Executivo, prevista para acontecer nesta quinta-feira (23), data da chegada da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a Brasília, não ocorreu. O coordenador Cledo Vieira chegou a dizer que ficou no STF até as 19h30 desta quinta-feira e voltou lá na manhã desta sexta (24) em busca de informações. A reunião não ocorreu porque a ministra Miriam Belchior não chegou a Brasília ontem conforme estava programado e a contraproposta do Executivo ao nosso reajuste – que estaria pronta – precisa do aval dela para ser apresentada ao Judiciário.

Pressão

Para o coordenador Jailton Assis, que conversou com o DG do STF, Amarildo Oliveira, na noite de ontem, o momento é de continuar pressionando o presidente do STF, Ricardo Lewandowski e o PGR, Rodrigo Janot, para que eles assumam as rédeas dessa negociação de uma vez por todas e voltem a cobrar do governo a viabilização desse reajuste. “Temos de pressionar o STF e a PGR para que eles emparedem o governo e arranquem essa negociação. Independente do resultado da reunião, temos que continuar a pressão com esse foco. Só tivemos reajuste nos anos que o STF comprou a nossa briga. Nós podemos avançar, desde que o STF se posicione. Se o STF for omisso como foi com Gilmar Mendes, Cesar Peluso, Ayres Britto e Joaquim Barbosa vamos ficar no zero”, exclamou, e ainda completou deixando um recado para a categoria: “sem pressão não se cozinha o feijão”.
O calendário de luta aprovado é o seguinte:

Dia 30/10: Ato em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG)

Dia 19/11: Ato em frente ao STF

Novembro: Nova assembleia (a ser definida a data após o ato do dia 19)

Setoriais

Em resposta aos pedidos dos servidores de que o Sindjus retome as assembleias setoriais para fortalecer o movimento em prol do Reajuste Para Todos, a coordenadora Sheila Tinoco afirmou que a partir de terça-feira (28) o Sindjus voltará a visitar os locais de trabalho, conscientizando os servidores sobre a importância de todos participarem desse movimento, dirimindo dúvidas e informando sobre tudo o que está acontecendo em relação ao reajuste. “Vamos reacender a chama da mobilização naqueles servidores que deixaram de participar das atividades e aumentar a chama daqueles que estão na luta, pois só com a pressão de todos vamos avançar”, salientou.

Jailton ainda afirmou que é necessário termos algumas semanas de corpo a corpo para prepararmos a categoria para um “sprint final”. Fez questão de afirmar que independente do resultado da eleição temos que continuar pressionando. “Temos que ir para os locais de trabalho desmitificar que nosso reajuste está atrelado às eleições, só estaria atrelado se tivéssemos conseguido parar a Justiça Eleitoral”, explicou.
A assembleia aprovou o reestabelecimento imediato das assembleias setoriais. Fique atento ao nosso site para acompanhar essas reuniões e ajude o Sindjus a mobilizar seus colegas.

Moções de repúdio

A coordenadora Ana Paula Cusinato propôs uma moção de repúdio à militarização da PMDF que tem agido de forma truculência contra os servidores do Judiciário e do MPU durante suas manifestações. O Sindjus tem combatido com toda seriedade o comportamento agressivo dos policiais militares, inclusive acionando a Corregedoria da PMDF. A assembleia aprovou por unanimidade

Outra moção de repúdio aprovada foi contra a intransigência da presidenta Dilma por não negociar com os servidores.

Emendas

A assembleia também aprovou a rejeição as emendas ao PL 7920/14 apresentadas no dia 20 de outubro.


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