Por respeito e em solidariedade aos professores do Paraná

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Depois de anos de massacres e tormentas, vivemos um Estado Democrático de Direito. Dessa forma, o protesto, feito de forma pacífica, é saudável para a manutenção e o desenvolvimento da democracia. No entanto, muitos governantes insistem em pensar e agir de forma contrária, como se ainda estivéssemos numa ditadura que precisa abafar, de forma arbitrária, as vozes discordantes das ruas.

Impedidos de entrar no plenário da Assembleia Estadual do Paraná para acompanhar a votação do projeto de lei que diz respeito diretamente a sua carreira, pois afeta a previdência estadual mudando a forma do custeio, os professores da rede pública foram absurdamente reprimidos neste 29 de abril.

O Sindjus, que tem experimentado a repressão policial, inclusive o gás de pimenta, em suas manifestações, repudia, publicamente, a violência gratuita, e se solidaria a esses professores, dentre eles muitas mulheres, completamente desarmados, lutando por uma carreira já tão sucateada e, ao mesmo tempo, pelo presente e futuro de um universo de estudantes, são atacados por milhares de policiais armados até os dentes com cassetetes, gás lacrimogênio, viseiras, escudos, armas de fogo…

É inadmissível que professores, lutando por seus direitos, sejam atacados por bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e jatos d’água. Mais de 200 ficaram feridos, muitos em estado grave. As imagens chocam, causando comoção e revolta.

Um governo que coloca a tropa de choque contra os professores reprime, na verdade, atenta contra os estudantes e a educação pública brasileira que há muito grita por dias melhores.

Que País é esse? Que Justiça é essa? Por determinação da Justiça, a pedido do governador Beto Richa (PSDB), os professores foram proibidos de acompanhar a votação do projeto que foi aprovado graças ao rolo compressor da base governista que ignorou as manifestações.

Como pensar em um país melhor se nossos professores estão sendo massacrados? Como fortalecer a democracia se professores que protestam contra o governo e os políticos recebem bombas lançadas de helicópteros? Não podemos permitir que a educação pública, que já sofre com inúmeros descasos e desvalorizações, seja colocada numa praça de guerra e massacrada.

Nem o Paraná nem o Brasil vão ter futuro se os professores continuarem sendo tratados como uma ameaça. Neste 1º de maio vamos render homenagens aos guerreiros do Paraná e exigir respeito a toda e qualquer manifestação dos trabalhadores.

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