Servidores rechaçam 21,3% do governo, mantêm greve e luta pelos PLCS 28 e 41

Reunidos em Assembleia-Geral, em frente ao STM, nesta sexta-feira (26/6), os servidores do Poder Judiciário e do MPU rechaçaram, por unanimidade, a contraproposta de 21,3% em quatro anos feita pelo governo ao Poder Judiciário, reafirmaram a luta pela aprovação integral dos PLCs 28 e 41 e aprovaram a continuidade da greve por tempo indeterminado.

Os servidores também aprovaram que Lewandowski não proponha ou aceite o protelamento da votação do PLC 28 prevista para o dia 30 de junho e que haja um trabalho para que os PLCs 28 e 41 sejam os primeiros itens da pauta na sessão do dia 30. Também foi aprovado o repúdio à possibilidade de utilizar o bolo orçamentário para reajustar CJs.


Reunião com DG

No início da assembleia, a Diretoria deu os informes, inclusive, da reunião entre Fenajufe, Sindjus, com participação, entre outros, dos dirigentes José Rodrigues Costa e Eugênia Lacerda, e o diretor-geral do STF, Amarildo Vieira de Oliveira, na manhã desta sexta-feira. O DG afirmou que o presidente Lewandowski, que está em São Paulo no dia de hoje, não aceitou a contraproposta do governo e que o STF já realiza simulações para apresentar uma nova proposta que permita ao menos a reposição da inflação do período passado. Segundo o Supremo é preciso de, ao menos, 6% para recompor a inflação do cargo efetivo, elevando a proposta de 21,3 para 27,28%.

Ainda há o estudo da possibilidade de colocar o montante orçamentário na GAJ, como aconteceu em 2012, para diminuir as disparidades entre servidores novos e antigos e conseguir um aumento no percentual da reposição. Informou também que o prazo exigido pelas entidades sindicais (30 de junho) para votar a matéria é apertado, uma vez que foi a primeira proposta apresentada pelo governo, que as negociações vão continuar e o presidente Lewandowski vai passar dez dias em Portugal. Insistiu que os CJs também serão reajustados.

Os dirigentes fizeram a defesa da integralidade do PLC 28, de modo que o STF não pode concordar com o rebaixamento da proposta que deve ser votada no dia 30 de junho, sem adiamentos. A multidão de servidores reunidos em assembleia vaiou a postura do Supremo e reafirmou a necessidade de intensificar a luta, aprovando o seguinte Calendário de Mobilização:

Dia 29/6 (segunda-feira):

Comissão de servidores receberá senadores no Aeroporto e percorrerá gabinetes de senadores;

Piquetes e arrastões de convencimento;

A partir das 15h, Marcha da Catedral até o Palácio do Planalto, parando no Congresso Nacional e no STF. Todos de preto e levando contas para serem entregues ao presidente do STF com a mensagem: “Paga Lewandowski”;

Vigília com velas no Acampamento do Sindjus ao lado do STF.

Dia 30/6 (terça-feira)

Comissão de servidores receberá senadores no Aeroporto e percorrerá gabinetes de senadores;

Piquetes e arrastões de convencimento;

A partir das 14h, concentração no Acampamento do Sindjus ao lado do STF, para fazer um grande ato e acompanhar a sessão do plenário do Senado.

Dia 1º/7 (quarta-feira)

Assembleia-Geral

Outros itens aprovados

Oficiar as associações de magistrados pedindo apoio à luta dos servidores, bem como paralisação de suas atividades junto com os servidores no dia 30.

Carro de som para mobilizar TRT

Banner no site com os dizeres: “Pare o Judiciário”

Produzir faixa sobre a arrecadação superavitária de 18 bilhões do Judiciário

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