Assembleia-Geral mantém greve e reforça necessidade de maior participação

Os servidores do Poder Judiciário da União e do MPU no Distrito Federal, nesta quinta-feira (22/10), em Assembleia-Geral, deliberaram pela continuidade da greve total e por tempo indeterminado. A decisão da categoria é no sentido de continuar o movimento paredista para ter meios de pressionar os parlamentares pela derrubada do Veto 26 e rejeição ao substitutivo do PLC 41.

Seguindo indicação do Comando de Greve (reunião do dia 19/10), o Sindjus forneceu uma ficha para que os servidores pudessem colocar dados e o local onde pretendem trabalhar: Congresso ou Aeroporto. É necessário reforçar o trabalho nesses comandos, de modo que apelos têm sido feitos para conseguir a adesão de novos servidores às atividades. Durante suas falas, muitos servidores ressaltaram a importância dos que votam pela continuidade da greve serem coerentes e se engajarem nas atividades para dar visibilidade ao nosso movimento. O sentimento é o de que quem está na greve tem que se envolver em alguma atividade, pois a luta é de todos.

Mais uma vez os servidores demonstraram indignação em relação ao PL 2648/15 reforçando que o foco é a luta pela derrubada do veto ao PLC 28. A Direção do Sindjus se manifestou afirmando que em momento algum ela e/ou o Comando de Greve indicaram o arquivamento do PL 2648 à Assembleia-Geral. No entanto, essa proposta foi feita na assembleia e a decisão foi para que nada fosse feito em relação ao projeto até a apreciação do Veto 26. Confira a seguir todos os pontos aprovados:

Calendário aprovado

16 e 17/11 – Apagões


Encaminhamentos aprovados

Visando a contenção de gastos, o Sindjus deve diminuir a estrutura da greve no tocante ao som que é colocado em frente aos órgãos, como no Bloco A do TJDFT. Esse som deverá ser colocado apenas na véspera e no dia dos atos e das assembleias;

Criar condições de fortalecer a imagem do servidor do Judiciário por meio de campanha veiculada em mídias de ônibus e outdoor fixo ou móvel, associando o trabalho do servidor ao combate à corrupção;

Fazer petição pública propondo projeto de lei de iniciativa popular para instituir o Imposto de Renda sobre grandes fortunas. Explicar à população/colocar artigos que barrem a fuga de capital;

Realizar reunião setorial em todos os órgãos esclarecendo sobre os trabalhos do Comando do Congresso/Aeroporto e divulgando o material do Fazendo Justiça, que contém informações atualizadas sobre a atuação junto aos parlamentares. Diretores do sindicato e servidores do órgão devem desenvolver essas reuniões;

O Sindjus deve adotar o projeto cultural e o memorial da greve do PJU;

O Comando do Congresso deve preparar uma ficha resumida com dossiê – com fotos e comportamento do parlamentar durante o processo de luta pela derrubada do Veto 26;

Colocar faixas nos semáforos;

Defender na Fenajufe o sobrestamento do andamento do PL 2648 até a apreciação do Veto 26;

Sindicato deve providenciar manifesto pela derrubada do Veto 26 ao deputado Aureo Ribeiro (SD/RJ) e sobrestamento do substitutivo ao PLC 41;

Propor à Fenajufe que oriente todos os sindicatos filiados a pautar a reconstrução da greve até o dia 3 de novembro.

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