Servidores dão exemplo de luta e parlamentares traem a categoria mantendo o Veto 26

Por mais uma vez, os servidores do Poder Judiciário sacudiram o Congresso Nacional com a luta pela derrubada do Veto 26. Na noite desta terça-feira (17/11), em torno de 4 mil servidores se aglomeraram na lateral do Senado dando visibilidade a nossa causa. Em outra frente de batalha, muitos servidores pressionaram dentro do Congresso. A pressão foi tamanha que o presidente Renan Calheiros chegou ao Plenário por um caminho alternativo, evitando o Salão Verde, onde um grande número de servidores estava concentrado.

A sessão foi iniciada às 20h com várias falas em defesa da derrubada do Veto 26. Mais uma vez, o trabalho aguerrido dos servidores do Poder Judiciário intensificado nos últimos meses no Congresso, aeroportos e visitas nos estados foi enaltecido por parlamentares. Os integrantes da base governista insistiram nas mentiras de que o impacto do PLC 28 seria superior a 30 bilhões de reais e no discurso de que a derrubada do veto comprometeria o ajuste fiscal do país. A cada fala, os servidores se manifestavam nas galerias aplaudindo as falações favoráveis e dando as costas às posições contrárias.

Após muitos pronunciamentos e a votação dos vetos constantes na cédula, o Veto 26 foi apreciado como primeiro destaque. Novamente, falas a favoráveis e contrárias à derrubada do veto tensionaram a sessão. Em seguida, lideranças partidárias orientaram suas bancadas. A orientação dos blocos PP/PTB/PSC/PHS, PR/PSD/PROS, PMDB/PEN, PT, PDT e PCdoB foi pela manutenção do Veto 26.

Ao ser proclamado do resultado veio a indignação. Com 11 abstenções, 132 votos pela manutenção e 251 votos pela derrubada, o Veto 26 foi mantido. Faltaram apenas seis votos para se atingir o número necessário para o veto ser derrubado pela Câmara e passar à apreciação do Senado.

Confira AQUI como votou cada parlamentar. Vale ressaltar que todos os deputados e senadores do DF votaram a favor da derrubada do veto 26.

Os servidores protestaram fora e dentro do Congresso. Palavras de ordem como “sem reajuste não vai ter eleição” foram entoadas nas galerias fazendo o presidente Renan Calheiros suspender a sessão. A polícia legislativa forçou o esvaziamento das galerias e os servidores não se intimidaram. Deixaram o espaço gritando “nós voltaremos” indicando que a luta não acabava ali. Os servidores também deixaram claro que não vão esquecer os traidores.

A vitória do governo foi apertadíssima e só foi possível porque houve muitas traições. Muitos que disseram nos apoiar votaram contra nós ou simplesmente não votaram. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Dedicamos, principalmente, nossos últimos cinco meses a essa causa. Por isso, nós deixamos o front honrados, de cabeça erguida, com a certeza de que fizemos o nosso melhor e envergonhados pelo tipo de política praticada em nosso país.

Temos a certeza de que os movimentos da nossa categoria nunca mais serão os mesmos depois dessa jornada de luta. Não nos curvamos à cúpula do Judiciário, enfrentamos o ajuste fiscal do governo e tivemos a garra de lutar no Legislativo pela derrubada do veto. Nossa categoria nunca mais será a mesma. Não fomos derrotados, pelo contrário, tudo isso só nos deixou ainda mais fortes para continuarmos exigindo respeito, dignidade e valorização.

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