10 anos após assassinato de Terezinha Vieira, oficiais de justiça continuam sem segurança

Há dez anos, no dia 27 de maio de 2006, ocorria uma tragédia jamais esquecida pelos servidores do TJDFT. Terezinha Vieira de Souza, cumprindo mandados judiciais, foi brutalmente assassinada na Quadra 617 de Samambaia. Um crime brutal que comprovou, mais uma vez, que os oficiais de justiça precisam de segurança.

Os autores do crime foram condenados a mais de vinte anos de reclusão pelo delito enquadrado como latrocínio (roubo seguido de morte). Por sua vez, o TJDFT a homenageou atribuindo seu nome para a designação da Sala dos Oficiais de Justiça do Fórum de Taguatinga e entregou para a filha da colega a Comenda “Alta Distinção”, concedida para personalidades que prestam serviços relevantes para a Justiça do Distrito Federal.

Uma década depois, temos a certeza de que o caso não ficou impune, mas de que outros oficiais de justiça continuam correndo grande risco.

A maior homenagem que as autoridades competentes poderiam fazer a Terezinha era dar mais segurança à atividade exercida pelos oficiais de justiça, que precisam ir sozinhos, sem proteção alguma, em veículo próprio, cumprir suas diligências. A luta do Sindjus é para que isso nunca mais ocorra.

Terezinha Vieira de Souza foi Técnica Judiciária do TJDFT de 19 de junho de 1987 a 11 de novembro de 1999, quando tomou posse no cargo de Oficial de Justiça do mesmo Tribunal, trabalhando nessa função até a data de sua morte. Exerceu suas atribuições nos Fóruns de Brasília, Ceilândia e Taguatinga.

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