Governo anuncia proposta de reforma da previdência, que aumenta idade de aposentadoria

O presidente Michel Temer mal assumiu definitivamente a presidência da República e já está encaminhando as medidas, anunciadas anteriormente, que ameaçam direitos e significam grandes retrocessos para a população. Um dia depois de sua posse, ele já anunciou várias medidas, entre elas a sua proposta de reforma da previdência.

Em reportagem na quinta-feira (1º/09) no Jornal Nacional, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que o governo vai propor mudanças na previdência, definindo a idade mínima de homens e mulheres para 65 anos, nos serviços públicos e privados. Segundo disse, a proposta já está fechada e agora só falta o governo decidir quando encaminhar ao Congresso Nacional.

A nova regra, caso seja aprovada, atingirá os trabalhadores com menos de 50 anos. Pela proposta, os acima de 50 permanecerá na regra atual, tendo que pagar uma espécie de pedágio proporcional ao tempo que falta para se aposentar.

Ainda de acordo com a reportagem, a idade de transição será diferente para mulheres e professores. Nesse caso, ficará em 45 anos de idade, mas o tempo de contribuição será computado para definir o valor do benefício.

“O primeiro sistema previdenciário, de 1934, do governo do presidente (Getúlio) Vargas, a idade mínima (de aposentadoria) era de 65 anos. Lá, a expectativa de vida era de 37 anos. Hoje, queremos idade mínima de 65 anos, com expectativa de vida de 78 anos”, afirmou Padilha em entrevista à TV Globo.

Para o Sindjus-DF, o novo governo tem dado mostras que veio para aprofundar, ainda mais, as políticas de ajuste fiscal, indiciadas no governo do PT. As medidas anunciadas desde que Temer assumiu interinamente o Palácio do Planalto, e que começam a ser confirmadas agora após a sua posse definitiva, demonstram que o momento exige muita unidade da classe trabalhadora, dos setores público e privado, para enfrentar todos os retrocessos que estão por vir.

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