Ato contra a PEC 241 reúne centenas de pessoas, no centro de Brasília

Estudantes secundaristas e universitários, servidores públicos e trabalhadores do setor privado participaram, na noite de segunda-feira (24), de ato público em Brasília, contra a PEC 241/2016, aprovada nesta terça-feira (25) em segundo turno, no plenário da Câmara. A concentração teve início por volta das 18h, entre a Biblioteca Nacional e o Museu da República, de onde saíram em caminhada em direção ao Congresso Nacional.

A coordenadora do Sindjus-DF Elcimara Souza – também coordenadora da Fenajufe – e os colegas da federação Helênio Barros, Cristiano Moreira e Mara Weber, acompanhados de dirigentes da Fenajud (entidade que representa os servidores dos judiciários estaduais), também participaram do protesto.

Faixas com os dizeres “construindo a greve geral”, “nenhum direito a menos”, “estamos em greve contra a PEC 241” e “Temer, assassino da educação” foram algumas que deram o tom da manifestação, que fez parte de um calendário unificado de lutas, realizado também em outras cidades do país.

Após a caminhada, os cerca de mil manifestantes se concentraram no gramado em frente ao espelho d´água próximo às cúpulas da Câmara e do Senado. Com palavras de ordem contra a PEC 241 e as políticas de ajuste fiscal do governo de Michel Temer, eles permaneceram no local até por volta das 21h.

Jantar e protesto na casa de Rodrigo Maia
Encerrado o ato na porta do Congresso Nacional outro grupo de manifestantes seguiu para as proximidades da residência do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que oferecia um jantar para deputados aliados ao governo. O objetivo do encontro foi convencer todos a votarem favoráveis à PEC 241 na sessão desta terça-feira. Dirigentes da Fenajufe e da Fenajud também participaram deste protesto, ocorrido no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Segundo informações divulgadas em veículos de imprensa, as articulações políticas entraram pela noite no encontro na casa de Maia, que contou com as presenças de Michel Temer e ministros do núcleo econômico do governo.

No empenho por aprovar medidas que retiram direitos dos servidores em benefício do mercado, Temer e seus aliados já demonstraram que não estão de brincadeira e que estão dispostos a levar até as últimas consequências a política do vale-tudo. Como resposta, trabalhadores, estudantes e movimentos sociais seguem mobilizados.

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