Na luta contra a PEC 287/2016, Sindjus-DF convoca categoria para mobilização no aeroporto

A comissão especial que analisa, na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição nº 287/2016 pode votar, nos próximos dias, o parecer do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), que será favorável à proposta do governo federal de alteração nas regras da aposentadoria. A previsão inicial da base aliada de Michel Temer, comandada na Câmara pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), era analisar a PEC, em primeiro turno no plenário, já nesta terça-feira, 21 de março. No entanto, as pressões em torno dos deputados, articuladas por diversas organizações sindicais, e também as divergências entre aliados do próprio governo em relação ao conteúdo da reforma da Previdência, derrubou o calendário de votações. Até o momento, o relatório não foi nem mesmo lido pelo relator na comissão especial.

Na corrida contra o tempo, o Sindjus-DF intensifica as mobilizações nesta semana, com o objetivo de convencer os deputados a votarem contra a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo. Para isso, o sindicato recepcionará deputados na manhã desta terça-feira (21), no aeroporto Juscelino Kubitschek. Na ocasião, com faixas e materiais, como o panfleto Dez motivos para lutar contra a PEC 287/2016 e o boletim especial sobre a reforma da Previdência, diretores do sindicato abordarão os deputados, apresentando a eles os efeitos nocivos da proposta para a população brasileira.

A direção do sindicato convida a categoria para esta atividade, com concentração em frente ao portão do desembarque, a partir das 7h30.

O conteúdo da matéria encontra resistência entre os próprios aliados do governo, que consideram as medidas sugeridas muito rigorosas, como o aumento do tempo de contribuição para 49 anos. Para o Sindjus, enquanto o governo tenta resolver os impasses dentro da sua própria base de sustentação, as entidades dos trabalhadores precisam aproveitar esse momento para aumentar, ainda mais, as pressões em cima dos deputados. De forma conjunta e unificada, trabalhadores do setor privado e servidores públicos continuarão a batalha para barrar esse brutal retrocesso contra os direitos previdenciários.

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