Brasil aprimora Estatuto do Idoso, mas ainda há muito a ser feito

Às vésperas do Encontro Julino dos Aposentados, o Sindjus destaca a importância da Lei 13.466, que alterou o Estatuto do Idoso, de modo que os maiores de 80 anos sempre terão suas necessidades atendidas com preferência em relação aos demais idosos. Em questões judiciais, como os precatórios, a preferência para os octogenários é ainda mais relevante.

Respeitar e valorizar os idosos devem ser parte fundamental da política voltada ao desenvolvimento de qualquer país. Os governos brasileiros costumam pensar os idosos apenas como despesa, atrelando-os aos gastos da Previdência, quando deveriam olhá-los como a história viva do nosso país, fonte de cultura e sabedoria.

É importante apertar o passo para garantir uma vida digna para quem alcançou a melhor idade, pois o Brasil vai dobrar a população idosa de 10 para 20% da sua população nos próximos 19 anos. Isso se deve ao aumento da expectativa de vida e à diminuição da taxa de natalidade. O preocupante é que especialistas apontam que o Brasil vai envelhecer antes de enriquecer.

É necessário mirar, por exemplo, na Holanda, que por seis anos consecutivos é apontada por ter o melhor sistema de saúde entre 35 países da Europa. Os holandeses apostaram na prevenção, na abordagem regional e na inovação e isso tem dado certo. É o melhor lugar para se envelhecer em toda a Europa.

O documento “Dignidade e orgulho, o cuidado carinhoso para nossos idosos”, adotado pelo governo holandês, tem dois objetivos. Primeiro, estimular o melhoramento da qualidade do cuidado. E segundo, trocar exemplos e boas práticas. O foco é colocar o idoso no centro das decisões. Um dos itens importantes é estimular a discussão sobre assuntos éticos, com respeito à vida digna, conectando com os valores e as ambições do idoso mesmo.

O Brasil dá um passo importante sancionando a Lei 13.466, mas ainda há muito a ser feito para garantir o envelhecimento de forma saudável e ativa.

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