Governo parte para cima dos servidores ignorando que bancos devem 124bi à União

A propaganda do governo Temer visando a aprovação da Reforma da Previdência é uma exposição de mentiras. Mente ao dizer que é necessário acabar com os “privilégios” dos servidores púbicos e não informa que os bancos devem mais de R$ 124 bilhões à União, segundo estudo do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional.

Mais uma vez, a imagem de Temer se consolida como a de um Robin Hood às avessas, que tira dos trabalhadores para beneficiar os grandes devedores. Primeiro, no caso do agronegócio, perdoando, por meio do Refis, dívidas astronômicas. Agora, ao contrário de cobrar instituições financeiras que acumulam mais de cem bilhões em dívidas (débitos com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), atividades de seguros, capitalização, resseguros, planos de saúde e Previdência), o governo insiste em aprovar a PEC 287/16, trazendo uma série de retrocessos aos trabalhadores, e a MP 805/17, que eleva a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%. E se não bastasse tudo isso, o governo quer transformar em realidade uma emenda aglutinativa à PEC 287/16, mantendo a idade mínima para aposentadoria em 65 anos para homens e 62 para mulheres, e mudando o tempo mínimo de contribuição para os servidores, que passa a ser de 25 anos. Os trabalhadores da iniciativa privada continuam tendo que contribuir por 15 anos.

O relatório do Sinprofaz revela que, do montante de 124bi, R$ 7 bilhões correspondem apenas à dívida com a Previdência, porém o valor total da dívida com o sistema previdenciário chega a R$ 420 bi. Do restante dos 124 bilhões de dívidas dos bancos, R$ 107,5 milhões são referentes ao FGTS e R$ 117 bilhões são relativos a dívidas tributárias não previdenciárias, como atividades de seguros, capitalização e resseguros.

Esse montante bilionário devido pelos bancos poderia fortalecer a Previdência, mas Temer prefere entrar para a história como o presidente que recompensa os grandes empresários que devem à União. Enquanto os trabalhadores, que pagam seus impostos em dia, sofrem os mais diversos ataques aos seus direitos, esses devedores recebem incentivos, benefícios e o perdão de suas dívidas. O governo faz propaganda de que quer acabar com um falso “privilégio” e coloca o alvo nas costas erradas. São os banqueiros, e não os servidores públicos, que devem ser cobrados.

O Sindjus-DF denuncia esse absurdo e repudia a atitude governista de fazer vistas grossas aos verdadeiros privilegiados. Os servidores públicos não podem continuar pagando o pato!

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