Entidades sindicais fazem enterro simbólico da Reforma da Previdência

Um ato bastante diferente e criativo marcou a terça-feira de luta dos servidores públicos contra a Reforma da Previdência (PEC 287/2016), cuja tramitação no Congresso Nacional foi suspensa, conforme anunciou o governo federal nesta segunda-feira (19).

Em uma manifestação organizada pela Pública – Central do Servidor, representantes de diversos sindicatos, incluindo o Sindjus-DF, que esteve representado pelos coordenadores Costa Neto e Roberto Jovanne, participaram do enterro simbólico da proposta que ameaça a aposentadoria de servidores públicos e trabalhadores do setor privado.

Fotos: Ronaldo Barroso

Um cortejo fúnebre do Anexo 2 da Câmara dos Deputados até a Alameda das Bandeiras marcou o encerramento das tentativas do governo de Michel Temer de votar a Reforma da Previdência. Uma derrota, ainda que momentânea, sofrida pelo Palácio do Planalto e sua base de apoio no Congresso Nacional, resultado da luta dos trabalhadores, que nos últimos meses realizaram diversos protestos país afora demonstrando sua força e insatisfação com a proposta.

O Sindjus-DF reforça que essa luta não pode parar, uma vez que a reforma não foi arquivada, mas apenas suspensa. Não é possível confiar nas palavras de um governo que espalha mentiras, colocando um setor da população contra o outro e insistindo na falácia de que a Previdência é deficitária.

“Sem dúvida, o recuo do governo em relação à Reforma da Previdência é uma vitória importantíssima para nós, que lutamos incansavelmente desde o envio ao Congresso da famigerada PEC 287, usualmente conhecida como PEC do caixão ou PEC da morte, uma vez que praticamente inviabiliza o direito de aposentadoria à população brasileira. O governo não conseguiu os votos necessários, mas utilizou a intervenção federal no Rio de Janeiro como justificativa para suspender a votação da proposta. Sabemos que isso é resultado da pressão em cima dos parlamentares. Agora, é seguir atentos e firmes na luta, para enterrar definitivamente essa reforma da Previdência, que tantos males pode causar à sociedade brasileira”, destaca o coordenador geral do Sindjus-DF Costa Neto.

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