Sindjus-DF considera extremamente nociva a proposta do governo que representa o “desmonte” da Previdência

Nesta quarta-feira (20/02), o presidente da República, Jair Bolsonaro, entregou pessoalmente ao Congresso Nacional a nova proposta de Reforma da Previdência, demonstrando que o tema é tratado como prioridade pelo Palácio do Planalto.

O Sindjus-DF classifica o teor da nova proposta como um desmonte da Previdência, que, se aprovada, trará prejuízos incalculáveis aos servidores públicos e aos trabalhadores rurais e da iniciativa privada.

A nova proposta aumenta o tempo de trabalho para se aposentar, ataca duramente as mulheres e reduz os valores da aposentadoria. A proposta prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres se aposentarem; além de 40 anos de contribuição para ter 100% do benefício.

A proposta também mira os servidores públicos, de modo que a alíquota de contribuição previdenciária pode chegar a 22%, incidindo sobre a remuneração bruta, o que representa verdadeiro confisco dos salários desses trabalhadores.

O governo também quer criar o chamado regime de capitalização, privatizando a Previdência, que deveria ser pública, para atender o sistema financeiro.

A proposta entregue por Bolsonaro não inclui militares e nem cobra as dívidas bilionárias dos devedores da Previdência, porém, retira direitos da população mais pobre do país. É absurdo se propor aumentar de 65 para 70 anos a idade para idosos receberem integralmente o Benefício de Prestação Continuidade (BPC), cuja proposta estabelece valor de R$ 400 entre 60 e 70 anos de idade.

Para justificar essas alterações, o governo diz que vai arrecadar R$ 1 trilhão em 10 anos. No entanto, ao contrário de economizar impedindo aposentadorias e penalizando os menos favorecidos, por que o governo não cobra os bancos e grandes empresas, que devem quase R$ 500 bilhões à Previdência?

O Sindjus-DF, que combateu de forma aguerrida a proposta apresentada pelo governo Temer, organizando e participando de atos e campanhas de mobilização, intensificará ainda mais a luta contra a proposta recém-apresentada, que é desumana e cruel, conseguindo ser pior do que a versão anterior.

Outra crítica é porque a proposta foi apresentada ao Congresso sem que houvesse qualquer discussão com a sociedade civil organizada. O governo Bolsonaro não pode baixar a reforma da Previdência goela abaixo dos brasileiros. Vivemos em um Estado Democrático de Direito e matérias dessa natureza devem antes ser objeto de intenso debate e diálogo com a sociedade.

O Sindicato integra a Frente Parlamentar Mista em defesa da Previdência Pública, composta por deputados, senadores, sindicatos e representantes da sociedade civil, e também a Frente do PJU e MPU contra a Reforma da Previdência, formada por sindicatos e associações, de modo que atuará de forma conjunta, ativa e estratégica para impedir a aprovação desse desmonte.

Não é justo que os trabalhadores e os servidores públicos paguem essa reforma.

É importante que todos se unam e se mobilizem contra esse retrocesso, participando das convocatórias feitas pelo sindicato. Fique atento!

Juntos somos mais fortes!

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