Nota Pública: Sindjus-DF repudia proposta de Guedes de congelar salários dos servidores públicos por dois anos

O Sindjus-DF, coerente com sua linha de atuação independente de governos e legendas partidárias, repudia nova tentativa em curso visando onerar por meio de um congelamento salarial de dois anos os servidores públicos que já vem acumulando sérias perdas inflacionárias e encolhimento do seu poder de compra.

No último sábado (11/04), o ministro da Economia, Paulo Guedes, em conversa com senadores, defendeu a ideia de congelar os salários de servidores públicos por mais dois anos, além do que já está em curso, como medida para abater a dívida pública que deve aumentar com a pandemia. E esse discurso tem sido recorrente. Durante videoconferência realizada no dia 5 de abril, com deputados federais da bancada do DEM, o ministro da Economia defendeu a mesma proposta.

Como não emplacou no Congresso Nacional a ideia de corte na remuneração dos servidores públicos, inclusive com Guedes dizendo agora que essa redução salarial está descartada, ele afirmou que o setor público precisa dar exemplo e, para isso, seria necessário “congelar os salários durante dois anos”.

Segundo os relatos, Guedes afirmou que a economia com essa medida seria a mesma de promover cortes salariais, mas sem risco de isso gerar uma deflação.

Isto demonstra que, de uma forma ou de outra, o alvo continua nas costas dos servidores públicos. Por que essa perseguição infame?

Na ocasião, o ministro também estimou que a crise econômica decorrente da Covid-19 vai demorar “três ou quatro” meses, no entanto, defendeu a continuidade da agenda de reformas estruturantes. A videoconferência não foi transmitida ao público e os detalhes foram obtidos pelo jornal O Globo que teve acesso ao vídeo da conversa com os deputados.

Agora o governo já fala em encaminhar aos líderes dos partidos da Câmara e do Senado uma proposta de acordo para transferir até R$ 40 bilhões de recursos diretos para Estados e municípios enfrentarem a Covid-19. Em troca, o governador e prefeito que receber o dinheiro federal terá de suspender por dois anos os reajustes salariais dos seus servidores públicos.

Será esse o caminho? É claro que não. A pandemia tem demonstrado que se o Brasil quer sair da crise precisa investir no serviço público. Somente com uma política de valorização do funcionalismo é que haverá a construção de um Estado forte, capaz de atender as necessidades da população, e movimentar a economia. Não podemos permitir que os servidores, os serviços públicos e a sociedade sejam mais uma vez penalizados. Congelar os salários dos servidores públicos é frear o desenvolvimento do País.

O Sindjus-DF empenhará todos os seus esforços, assim como fez na campanha contra a Reforma da Previdência e agora combatendo a Reforma Administrativa, para barrar mais esse ataque aos serviços e servidores públicos.

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