Correio Braziliense anuncia que bancos estudam suspender consignado durante pandemia. Sindjus-DF já atua com esse propósito

O Correio Braziliense publicou em sua edição de ontem (13/04) matéria sobre o fato dos bancos brasileiros estarem estudando suspender temporariamente as parcelas do crédito consignado em razão da pandemia do coronavírus.

Importante destacar que o Sindjus-DF já protocolou requerimentos em todos os órgãos do Poder Judiciário e MPU solicitando sejam feitas gestões junto às instituições financeiras para a suspensão dos descontos de empréstimos em folha pelo prazo de 60 (sessenta) dias, prorrogável por mais 60 (sessenta) dias ou enquanto perdurar a pandemia. Veja AQUI matéria sobre o assunto.

O Sindicato também está acompanhando a tramitação de projetos desta natureza no Congresso Nacional e trabalhando para que seja aprovado um texto justo, sem quaisquer prejuízos aos servidores, de forma que as parcelas suspensas sejam transferidas para o final do contrato, sem incidência de juros nem correção monetária.

Confira a seguir matéria do Correio Braziliense na íntegra:

Coronavírus: bancos estudam dar carência para o crédito consignado
A medida visa dar um alívio financeiro aos brasileiros que têm operações de crédito em aberto durante a pandemia do coronavírus

Os bancos brasileiros estão estudando uma forma de suspender temporariamente a cobrança das parcelas do crédito consignado, como já vem sendo feito nos empréstimos pessoais e financiamentos imobiliários de bancos
como a Caixa Econômica Federal. A medida visa dar um alívio financeiro aos brasileiros que têm operações de crédito em aberto durante a pandemia do coronavírus.

“Estamos tentando estender a prorrogação das outras linhas para o crédito consignado. Estamos estudando dar uma carência ao consignado”, contou o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney,
em videoconferência realizada nesta segunda-feira (13) para tratar das medidas adotadas pelo setor bancário diante da crise da Covid-19.

Ele explicou ainda que a carência do consignado só não foi implementada ainda por conta de problemas operacionais. Afinal, diferente do que acontece com as outras linhas de crédito, o consignado é descontado automaticamente do salário ou da aposentadoria dos brasileiros. “Estamos buscando ultrapassar os problemas operacionais, porque o consignado envolve milhares de municípios, empresas e estados que processam a folha de pagamento [dos nossos clientes]”, disse Sidney.

O presidente da Febraban não deu uma previsão de quando os bancos podem chegar a uma solução para essa questão, mas destacou a importância da medida. Ele explicou que, hoje, o crédito consignado representa mais de 1/3 de todo o crédito livre que é oferecido à pessoa física no Brasil, já que tem uma das menores taxas de juros do mercado de crédito brasileiro.

Renegociação

A Febraban calcula que o setor bancário já autorizou a renegociação de mais de R$ 130 bilhões em crédito desde o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil. A renegociação, na maior parte dos casos, permite que os clientes afetados financeiramente pela crise da Covid-19 suspendam por até dois meses o pagamento dos contratos bancários.

“Ainda em 16 de março, anunciamos um programa de renovação de crédito, com a prorrogação das parcelas por 60 dias, em várias linhas. Já renegociamos algo em torno de R$ 130 bilhões e recebemos dois milhões de pedidos de renegociação de dívida”, lembrou Isaac Sidney, pouco antes de anunciar que a Febraban agora estuda como estender esse programa ao crédito consignado.

SAIBA MAIS
O presidente da Febraban ainda garantiu que, se for necessário, o setor bancário pode estender essa renegociação por mais tempo. A prorrogação pode ser anunciada se a pandemia do novo coronavírus durar mais tempo que o esperado, por exemplo. “Os bancos estão abertos a continuar renegociando e a dar uma carência mais longa, se for preciso”, garantiu.

Ele concluiu a live dizendo que o setor está disposto a ajudar os brasileiros a enfrentarem essa crise e que, por isso, além desse esforço de renegociação, também já concedeu cerca de R$ 270 bilhões em novas operações de crédito em meio à pandemia.

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